Entenda como aplicar seu dinheiro de forma segura, e superar o rendimento da poupança

A poupança ainda é a aposta da maioria dos brasileiros, mas em época de crise financeira e alta da inflação, se você coloca seu dinheiro na caderneta de poupança, terá um rendimento baixíssimo e poderá ter prejuízos. A caderneta de poupança é um investimento muito conservador, que por causa da estrutura financeira, acaba não sendo vantajoso em alguns cenários – como o atual. Ela é uma ótima reserva de emergência, não funciona bem como única forma de investimento, principalmente na atual conjuntura econômica e não deve ser o investimento principal do seu dinheiro. Veja abaixo 3 motivos decisivos para tirar seu dinheiro da poupança e fazê-lo render mais!

 

1. Inflação, taxa de juros e rendimento da poupança
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A crise financeira atual tem impacto muito forte na economia e um de seus efeitos é o aumento da inflação. Quando a inflação e os juros sobem, o dinheiro perde valor de compra.

Mas, como assim? Isso quer dizer que um valor x, que você podia usar para comprar algo há algum tempo, hoje já não compra mais. As coisas estão mais caras, e o rendimento da poupança não consegue acompanhar esse avanço, já que esses índices – inflação e juros – são superiores ao que corrige a poupança mensalmente. Isso faz com que os investidores não tenham retorno e acabem “perdendo” dinheiro.

Utilizando a calculadora do cidadão, do Banco Central, é possível calcular o rendimento da Caderneta de Poupança que, em um ano (entre 01/01/2015 e 31/01/2015) rendeu 7,29%. Ou seja, se você investiu R$ 100.000,00, teria cerca de R$ 107.294,84. O problema é que, analisando o índice de inflação IPCA, vemos que ele fechou o ano de 2015 com uma taxa de 10,67% o ano. Assim, para comprar algo que custava R$ 100.000,00 há um ano, você precisa de cerca de R$ 110.673,50.

Até maio de 2012, a caderneta de poupança tinha rendimento de 0,5% ao mês + a Taxa Referencial, resultando em mais ou menos 6,5% ao ano. Mas, os juros já seguem a nova regra, alterando a rentabilidade, de acordo com a Taxa Básica de Juros.

Depois desse período, os depósitos efetuados funcionam assim:

a) Com a taxa SELIC acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR.

b) Com a taxa SELIC igual ou menor do que 8,5%, a poupança rende 70% da SELIC + TR.

 

2. Há opções tão seguras quanto a poupança
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Se você acha que não há opções tão seguras quanto a poupança, que tenham rentabilidade superior à inflação e tragam maior retorno, você precisa conhecer os investimentos abaixo:

  • CDBs
  • Debêntures
  • Fundos DI
  • LCI
  • LCA
  • Títulos Públicos

A segurança é uma das grandes vantagens apontadas por investidores para manter o dinheiro na poupança. No entanto, o risco de crédito dos grandes bancos é muito baixo e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) dá garantias  para aplicações que sejam de até R$ 250 mil, por banco, por CPF. Ou seja, mesmo se o banco quebrar, o investidor recebe o valor aplicado e a rentabilidade alcançada.Mas o FGC cobre também outros investimentos que podem ser mais rentáveis: CDB (certificados de depósitos bancários), letras de câmbio (utilizados pelas financeiras para captação de recursos), LCA (letras de crédito do agronegócio) e LCI (letras de crédito imobiliário).

* Entenda o FGC: instituição privada formada por praticamente todas as instituições financeiras de crédito, ou seja, como se fosse um grande clube de Bancos. Tem como objetivo dar credibilidade ao sistema como um todo, através de uma reserva de capitais ancorado por cada uma das associadas.

3. Diversificar é inteligente

A diversificação amplia as chances de mais lucro, reduzindo os riscos. Para quem investe mais de R$ 30 mil, por exemplo, pode ser interessante aplicar uma parte em investimentos como LCI e LCA, sem liquidez, mas que oferecem mais retorno do que a poupança. Outra opção é colocar uma parte em títulos públicos ou fundo de ações.

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários