[administrar a herança] O falecimento de um ente querido é um fato doloroso que precisa ser encarado na vida. Além de todas as questões emocionais envolvidas nesse assunto, questões jurídicas também estão presentes. Assim, após o falecimento, aparecem fatores como o pagamento de dívidas, sucessões, heranças etc.

Nessa situação, quando alguém é beneficiado com bens, fazer a gestão desse novo patrimônio pode não ser uma tarefa tão fácil. Dessa forma, administrar a herança recebida requer atenção e conhecimento para que o presente deixado não se torne um martírio.

Pensando nisso, separei algumas dicas para que você possa administrar a herança que recebeu de maneira consciente e correta. Confira!

Administrar a herança – Dê um tempo antes de mexer no dinheiro

Por mais estranho que possa parecer, nós — seres humanos — temos a capacidade de associar duas coisas distintas e ter o mesmo tipo de pensamento com relação a ambas. Se a herança que você recebeu foi deixada por alguém que você não gosta, por exemplo, existe uma possibilidade de o dinheiro lhe trazer, também, pensamentos desagradáveis.

Esse é só um dos muitos exemplos que poderíamos pensar sobre possíveis associações feitas pelo beneficiário — você — e o dinheiro recebido. Dessa forma, a atitude mais segura e sensata no primeiro momento, antes de iniciar a administração da herança, é dar tempo ao tempo.

É ideal que qualquer movimentação dos bens herdados seja feita apenas após entendimento que os haveres e o antigo possessor são coisas distintas. Com isso, evitamos precipitações nos dias de hoje e arrependimentos futuros.

Analise o impacto da herança na sua vida financeira

Ao receber uma herança, podemos pensar em vários planos para ela: comprar um carro, um apartamento, quitar as dívidas, fazer uma viagem, entrar de férias etc. Entretanto, apenas fazer algo sem planejamento não é o melhor caminho.

Caso gastos sejam aceitos apenas pela presença de um dinheiro extra, é perigoso haver um descontrole. Por isso, deve-se pensar se os bens oriundos da herança são necessários serem gastos ou não.

Se você leva uma vida tranquila, consegue poupar um pouco todos os meses e não tem dívidas, provavelmente esses espólios recentemente adquiridos serão um complemento, mas você viveria sem eles. Por outro lado, se existe alguma dívida em seu nome com altas taxas de juros, talvez uma decisão importante seja a negociação e quitação desse débito.

Crie metas e objetivos para o dinheiro extra

Agora que você já pensa nos bens adquiridos apenas como dinheiro, sem vínculos afetivos que possam atrapalhar suas decisões, e já sabe quais impactos a herança causa em sua vida financeira, é hora de pensar em como administrá-la. Para uma boa administração, assim como em qualquer empreendimento, é preciso estabelecer objetivos e metas para o dinheiro recebido.

Assim, pergunte-se: qual será o destino desse dinheiro?

O importante é delimitar metas e localizá-las no tempo, de modo que seja possível dar todos os destinos desejados para esse dinheiro e, ainda assim, fazer com que ele não se esgote.

Se a ideia é ter um carro, por exemplo, é importante definir qual é o modelo, o valor e o tempo que você pretende esperar até comprá-lo. É interessante delimitar todas as metas que você deseja alcançar com essa herança.

Se estiver muito difícil escolher tais objetivos, pense no que gostaria de fazer, ou ter, dentro do espaço de tempo de cinco anos. Isso pode nortear sua organização.

Busque administrar a herança por meio de investimentos

O melhor caminho para manter um dinheiro em rendimento, sem precisar correr grandes perigos aplicando em empreendimentos, é por meio de investimentos. Alguns investimentos têm riscos absolutamente baixos, como é o caso da renda fixa, enquanto outros têm um grau moderado a alto de risco, como a renda variável.

Assim, baseado nas metas estipuladas por você, é possível realizar um planejamento de investimento a fim de fazer com que o dinheiro trabalhe sozinho e gere rendimento por meio dos juros compostos.

De um modo geral, o investimento recompensa o investidor pelo perigo envolvido. Assim, grandes rendimentos em curtos prazos exigem mais conhecimento e sorte do que rendimentos menores a longo prazo.

As aplicações disponíveis hoje no mercado e oferecidas por corretoras são: Tesouro Direto (Selic e IPCA pré e pós-fixado), Debêntures, CDB, LC, LCI, LCA, CRI, CRA, COE, Títulos Públicos, Ações, Fundos de Investimento e Fundos Imobiliários. Além dessas opções de investimentos mais conhecidos, existem também outras aplicações que dependem do que a corretora tem para oferecer.

Dentro dos tipos de investimentos disponíveis, você encontrará aqueles que melhor respondem às suas metas. Vejamos um exemplo: imaginemos que você quer comprar um carro no valor de R$ 200 mil dentro do período de dois anos. Assim, é necessário encontrar o melhor investimento possível que responda à demanda que você tem.

Nesse exemplo, vamos supor que encontramos um CDB que paga 118% do CDI (sigla de Certificado de Depósito Interbancário). O CDI é um índice utilizado pelos bancos para estipular a taxa de juros que será paga ao investidor.

Atualmente, o CDI está em 7,00%, ou seja, a aplicação que rende 118% do CDI renderá, em média, 10,62% ao ano. Nesse caso, por ser um rendimento que está submetido à oscilação de um índice, dizemos que ele é um pós-fixado.

Na situação descrita, será necessário aplicar um valor aproximado de R$ 175 mil e deixar o dinheiro rendendo pelo período de dois anos, para atingir o montante de R$ 200 mil. Com isso, além de utilizar apenas a herança para fazer a compra do carro, ainda houve um rendimento de mais de R$ 25 mil no intervalo de dois anos, sem que fosse necessário trabalhar com esse capital.

Por esse motivo, as metas são importantes. Elas vão orientar todos os investimentos que serão feitos, localizá-los em um período no tempo e ainda aplicar rendimento ao capital investido.

Não deixe o dinheiro parado na poupança

Provavelmente você já sabe disso, mas é importante ser relembrado: o dinheiro perde poder de compra à medida que fica aplicado na poupança. Isso ocorre porque o rendimento dela é igual ou inferior ao da inflação; logo, mesmo que o montante aumente, a capacidade de compra desse valor é menor do que quando foi depositado.

Por esse motivo, é importante buscar investimentos e, quiçá, contar com uma ajuda profissional para ter mais segurança nas transações. Dessa forma, você consegue administrar a herança, evitar que ela se esgote e ainda é possível aumentar os espólios.

Conseguiu compreender melhor o que pode ser feito para administrar a herança recebida? Então, veja agora a importância de contar com uma assessoria para investimentos!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto