Leitor pergunta. Pense Investimentos e Acerto de Conta$ respondem. 

Por: Giane Guerra, do blog Acerto de Conta$

Leitor Juliano quer fazer “previdência privada”:

“Há um ano, tenho uma aplicação automática de R$ 100 na poupança. A intenção era que fosse uma grana para longo prazo, mas não funcionou. Concluí que o rendimento é baixo e acabei misturando o recurso com outro e usando o dinheiro.
Penso em começar com R$ 100 mensais no Tesouro Direto porque o rendimento é maior, a aplicação pode ser automática e a aplicação favorece mais um uso como previdência. Também vou continuar a contribuir com o INSS, depois de 15 anos de contribuição e uma demissão em 2015 (como muitos).
Conclusão minha: alguém que perde o emprego não pode deixar de pensar no futuro enquanto decide o que vai fazer, se vai buscar recolocação ou empreender.”

Sócio da Monte Bravo Investimentos, Pier Mattei responde:

O raciocínio do leitor, na minha opinião, está perfeito. Gosto de pensar que um planejamento ideal consiste em dividir as sobras que conseguimos acumular ao longo do tempo em três bolsos:

– bolso da liquidez: para este bolso, separamos um pouco mensalmente para nos prepararmos para eventuais emergências que exijam desembolsos imediatos, como uma despesa médica inesperada por exemplo. Uma vez constituído este colchão de segurança, devemos partir para o próximo bolso.
– bolso dos investimentos: neste pensamos em acumular para objetivos definidos de médio prazo, como compra de carro, viagens, entrada em imóvel, entre outros.
– bolso da aposentadoria: aqui o objetivo é formar uma reserva que sirva como uma previdência para o futuro. Como o prazo geralmente é bem longo, pode ser a menor fatia das sobras. O mais importante neste caso é realmente a constância e o comprometimento de manter os aportes ao longo do tempo.

Usando o exemplo do leitor, a parcela de liquidez poderia estar numa poupança, os investimentos em renda fixa como CDB/Fundos e a parte da aposentadoria em títulos públicos. Assim, ele saberá – tanto na hora de aplicar quanto na hora de resgatar – em qual bolso deve mexer.

 

Fonte: Acerto de Conta$

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários