O Certificado de Recebíveis Imobiliários, ou CRI como é popularmente conhecido, é um crédito nominativo, que oferece a quem é portador destes créditos imobiliários, que no final do contrato eles são convertidos em dinheiro. Eles são emitidos com base em contratos de financiamento, arrendamento, locação, ou qualquer tipo de operação em que o imóvel seja a garantia do pagamento.

Um exemplo comum de CRI é quando empreendimentos são comercializados pelas construtoras na planta, e há a opção de o comprador realizar o pagamento em alguns anos, por exemplo. A construtora pode escolher vender esses valores a receber para terceiros, visando antecipar o dinheiro que receberia fracionado ao longo do tempo de financiamento. Como formalização dessa intenção, é contratada uma securitizadora, que vai transformar esses valores a receber em títulos.

O que é securitização de um CRI?

Esse é um estrangeirismo, que é usado normalmente no mercado financeiro para explicar o ato de transformação da dívida de pessoas que compraram imóveis na planta e fizeram a opção de financiar, em valores imobiliários, que serão livremente comercializados por investidores.

Os CRIs estão previstos na Lei 9514/97, que assegura a emissão dos títulos através de instituições não financeiras, além de autorizar as securitizadoras a obter, emitir e realizar a venda desses títulos no mercado financeiro.

Vantagens e desvantagens

  • Isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física
  • Normalmente permitem aplicações a partir de R$ 1.000,00
  • São investimentos bastante lucrativos

Riscos

Assim como qualquer investimentos, há riscos – que aqui são pequenos – e a liquidez pode ser menor do que o valor desejado. O maior risco desse tipo de aplicação é o crédito, ou seja, caso as pessoas que fizeram a compra do imóvel tenham dificuldades para quitar as parcelas, a rentabilidade do investimento é afetada. Além disso, a rentabilidade média da aplicação também está associada a um índice – IGP-M, IPCA ou TR. O resgate pode ser realizado no vencimento do título ou, se necessário antecipar, é possível vender o título na Bolsa de Valores.

Remunerações

Essa aplicação pode ter garantia por uma taxa prefixada, flutuante ou relativa ao Índice de Preços. Como são valores a serem recebidos em médio e longo prazo, existem dois tipos de emissões: as que são baseadas em contratos performados (imóveis entregues) e as que possuem origem em contratos não-performados (imóveis na planta).

Adquirindo um CRI, o investidor assume os riscos de crédito primário de quem o emite. Por isso, é importante escolher uma boa assessoria para orientar o investidor sobre a melhor forma de investir nessas aplicações. Além disso, um profissional especializado pode auxiliar na avaliação dos riscos e prazos para a concretização do investimento, assessorando na escolha da melhor aplicação para seu perfil.

Quer saber mais sobre como investir nos Certificados de Recebíveis Imobiliários? Agende hoje sua consulta com um de nossos especialistas!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários