O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é a instituição responsável por ressarcir investidores em casos de imprevistos, como a quebra de um banco ou financeira, por exemplo. É uma espécie de seguro de crédito para investimentos.

Sua principal função é garantir a segurança aos investidores, que aplicam seu dinheiro em produtos bancários cobertos, mais abaixo detalho mais sobre quais produtos estão cobertos.

Em caso de intervenção, liquidação extrajudicial ou decretada falência do banco, o investimento será ressarcido pelo FGC, dentro dos limites estabelecidos pela corporação.

Está em busca de opções de investimentos em renda fixa, rentáveis, e com pouco risco? Leia este conteúdo incrível até o final e saiba exatamente qual é a melhor aplicação para o seu dinheiro!

Como o Fundo Garantidor de Crédito funciona

FGC é uma organização sem fins lucrativos, ou seja, uma ONG. Foi fundada em 1995 e regulamentada por Resolução do Conselho Monetário Nacional.

A reserva do fundo provém de depósitos compulsórios com valores correspondentes a 0,0125% dos depósitos das instituições. Ou seja, uma parte de todos os recursos financeiros depositados é reservada à garantia de todas as demais aplicações.

O saldo real do FGC equivale a cerca de 1% do total garantido. Em um primeiro momento pode parecer pouco, mas no caso de quebra de um banco, os R$ 22 bilhões em caixa da instituição serão o suficiente para cobrir uma crise sistêmica.

Segundo seu regulamento, quando os recursos disponíveis do FGC atingirem 2% de sua capacidade, suas contribuições serão suspensas para que haja a quitação dos valores até então garantidos pela instituição.

A segurança de investimento do FGC é limitada a R$250.000,00 por CPF, ou instituição financeira. Contas conjuntas não somam a garantia.

Se você possui uma conta conjunta, não há a possibilidade de garantir R$250.000,00 para cada CPF, nesse caso, será garantido o valor proporcional à conta, dividido em partes iguais entre os depositantes registrados.

O prazo médio para o pagamento da garantia é de três meses.

Em seus 20 anos de existência, o FGC aumentou o limite do valor de garantia três vezes. Inicialmente, quando foi fundada, a organização prosseguia com o valor de R$20.000,00. Em 2006, aumentou para R$60.000,00 e, após quatro anos, em 2010, foi para R$70.000,00. Seu último ajuste, em 2013, atingiu o valor atual, R$250.000,00.

O FGC não tem como função apenas a garantia de crédito aos investidores, mas também contempla outros patamares financeiros, como a proteção de depositantes e investidores no sistema financeiro,

Além de contribuir para a manutenção e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, o Fundo contribui na prevenção de eventual crise bancária sistêmica. Por isso mesmo o valor não cobrindo 100% dos depósitos, o objetivo do fundo é evitar um efeito dominó. Ocorrendo algum problema com uma instituição, o Fundo busca parar ali o problema e evita espalhar por todo o mercado financeiro.

Investimentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito

Segundo o site oficial do FGC, os investimentos que possuem cobertura são:

  • depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • depósitos de poupança;
  • depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado (CDB/RDB);
  • letras de câmbio;
  • letras imobiliárias;
  • letras hipotecárias;
  • letras de crédito imobiliário (LCI);
  • letras de crédito agrícola (LCA);
  • operações compromissadas

Investimentos que não são abrangidos pelo FGC:

  • fundos de investimentos imobiliários (FII);
  • fundos de investimento financeiro (CRI);
  • certificado de recebíveis imobiliários (CRA);
  • debêntures (Incentivadas ou não);
  • letras Financeiras (LT);
  • fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC).

Alternativas de investimentos seguros e rentáveis

Embora estas aplicações não possuam cobertura do FGC, não significa ser uma má opção de aplicação ou inseguras. Hoje, títulos do governo raramente refletem prejuízo para os proprietários.

Determinados tipos de investimentos possuem rendimentos superiores e muitas vezes tão seguros para quem está em busca de boas aplicações financeiras. Quer conhecê-los?

CRI e CRA

O Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI) ou o Certificado de Recebíveis Agrícolas (CRA) são títulos de renda fixa, emitidos por securitizadoras de crédito, empresas que compram créditos e os transformam em títulos para serem comercializados.

Ao aplicar nessas ações, os investidores detêm o direito sobre os fluxos de pagamentos de capital imobiliário e agropecuário. Bem semelhantes às LCIs e LCAs. Esses títulos possuem isenção de IOF, taxa de administração e imposto de renda. Apenas não são assegurados pelo FGC ou intermediados por bancos.

O prazo para o resgate dessas aplicações é mais longo, logo, a maioria destes títulos tem alta liquidez no mercado, ou seja, desejando ou necessitando do recurso, é praticamente certo que conseguirá se desfazer do título (muitas vezes com ágio, mas isso é assunto para outro post). Porém, devido a este fator, os CRAs e CRIs possuem uma taxa de rentabilidade mais atraente se comparada com outros investimentos mais populares. Hoje esse tipo de aplicação tem se tornado muito popular pelos investidores bem assessorados por conta da qualidade dos títulos e rentabilidade atraente e ainda líquida de imposto de renda.

Um dos motivos da alta rentabilidade é o fato de os ativos não possuírem bancos como intermediadores, muitos dos emissores desses créditos são, inclusive, maiores que instituições bancárias e até mesmo maiores que o próprio Fundo Garantidor de Crédito.

As aplicações podem ser realizadas por diversos perfis de investidores, e adquiridas pelo emissor de sua preferência. Por isso, na hora da escolha, procure observar as características para classificar a aplicação como de baixo ou alto risco.

O rendimento de um CRI ou CRA pode ter diversos tipos de remuneração:

  • pré-fixada: 12% ao ano, por exemplo;
  • pós-fixada: 110% do CDI, por exemplo;
  • pós-fixada com taxa fixa: CDI + 1,2 ou CDI + 0,8%, por exemplo;
  • inflação com taxa fixa: IPCA + 8% ou IGPM + 7%, por exemplo.

Debêntures

As debêntures também são um tipo de investimento que pode gerar bons lucros, acima do obtido em aplicações bancárias. Debênture é uma espécie de título de dívida, o investimento realizado cobre em forma de empréstimo à determinada empresa.

Sendo credor, o investidor passa a ter direito aos juros fixos ou variáveis ao final do prazo contratado. Esse tipo de investimento é mais flexível se comparado a outros, pois se trata de um negócio realizado entre investidor e empresa, permitindo renegociações periódicas.

Existem dois tipos de debêntures: as incentivadas e as comuns.

A grande diferença entre elas é: as debêntures incentivadas são isentas de imposto de renda, pois seu capital é investido em setores como a infraestrutura (estradas, portos etc.), gerando uma vantagem sobre a debênture comum.

As debêntures comuns possuem uma tributação regressiva, e variam de acordo com o período pactuado entre o investidor e a empresa. Por exemplo, se o período de aplicação for de seis meses, a taxa de imposto pode chegar a 22,5% sobre a rentabilidade. Já para debêntures comuns, com aplicações acima de 24 meses, a taxa desce para 15%.

Investir em renda fixa com boa rentabilidade pode ser a opção perfeita neste momento de crise e instabilidade vivido no país.

Seja qual for o seu perfil de investidor, se você ainda tem muitas dúvidas em relação ao mercado financeiro e não sabe exatamente como investir seu dinheiro, vale a pena consultar um especialista, que irá conduzi-lo ao melhor caminho baseado no seu potencial e nas aplicações que mais se enquadram no perfil. Não se esqueça, estou sempre à sua disposição para tirar dúvidas e conversar sobre o assunto!

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