Aplicações financeiras geralmente são feitas individualmente, da mesma forma que ocorrem suas despesas e seus ganhos. Porém, é possível investir em grupo por meio dos fundos de investimentos, junto a outros investidores e nos mesmos produtos.

Essa forma de atuar no mercado financeiro apresenta boas vantagens, mas também algumas desvantagens que precisam ser observadas, como veremos ao fim do post.

Agora, você saberá o que são os fundos e como eles funcionam. Acompanhe-nos e saiba mais sobre as aplicações em grupo antes de tomar uma decisão para seu capital.

O que é e como funciona um fundo de investimento

Um fundo reúne diversos investidores, quotistas, que compram quotas de investimentos e contribuem para que o todo aplicado compre produtos financeiros diversos — carteira que é predefinida pela instituição que mantém o fundo.

As despesas dos investimentos são divididas

Na prática, cada investidor admitido por um fundo de investimento adquire quotas do total e ganha rendimentos de acordo com o que possui. E é importante observar que a rentabilidade percentual é a mesma para todos os participantes, seja sobre R$ 10 mil ou R$ 100 mil aplicados.

E como as aplicações são feitas com a participação de todo o grupo, as despesas são diluídas entre os participantes.

Há regras para participação

Como tudo o que funciona com a participação de duas pessoas ou mais, fundos têm regras a serem seguidas por seus quotistas.

Além de critérios que devem ser respeitados para permanência no grupo, os participantes também precisam se enquadrar em diretrizes para poderem entrar no fundo desejado.

No geral, as regras dizem respeito a quesitos como:

  • grau de risco admitido nas aplicações do fundo;
  • máximo de participantes admitidos e total de quotas disponíveis;
  • datas de aplicação dos recursos, de liquidação e critérios de movimentação de valores;
  • custos envolvidos e forma de divisão;
  • valores mínimos para entrada e permanência no fundo;
  • direitos dos participantes;
  • obrigações dos quotistas.

O gerenciamento é profissional e centralizado

Os fundos possuem gestão profissional. Quer dizer que a instituição que oferece essa modalidade para investidores disponibiliza profissionais e toda sua expertise para gerenciar aplicações, valores e custos.

O gestor toma as decisões visando os melhores resultados para os participantes. Portanto, em momentos menos favoráveis, ele pode frear os investimentos, por exemplo.

E o melhor: os fundos com os melhores resultados do mercado cobram taxa de performance. Apesar de ser uma taxa, é excelente para o investidor que ela seja cobrada, pois só ocorre quando o gestor supera as expectativas positivas. E quanto mais ele ganha, melhores são os rendimentos dos investidores — o que garante alinhamento de objetivos entre as partes.

Há diferentes tipos de investimentos

Os principais fundos existentes hoje são:

  • Renda fixa: estabelece que no mínimo 80% de todo o capital deve ser investido em produtos da renda fixa.
  • Ações: nele, pelo menos 67% das aplicações devem ser feitas nas ações da bolsa de valores. A grande vantagem deste é que independentemente do prazo da aplicação o imposto de renda é de 15%, não aumentando no curto prazo.
  • De curto prazo: são fundos para investimentos de prazos entre 60 e 375 dias. E os produtos inclusos são títulos privados ou públicos, os do Tesouro Nacional.
  • Cambiais: os grupos que exploram o câmbio têm de ser voltados a ativos atrelados à variação de moeda estrangeira ou a títulos de dívida externa pública. Em ambas as subdivisões, o mínimo do capital investido deve ser de 80% do capital nos produtos principais.
  • Referenciados: a referência das opções desse tipo de fundo são índices ou moedas de outros países. E os produtos com essas referências precisam somar pelo menos 95% das aplicações.
  • Multimercados: como o nome sugere, são fundos que admitem diversos produtos em carteira. Por isso, a definição de investimentos primários e secundários é feita pelo regulamento de cada fundo multimercado. As possibilidades de produtos disponíveis são diversas, tanto que existem subclassificações, como fundos macro e de crédito. E, diferentemente do que alguns investidores acham, nem sempre o risco de um fundo multimercado é superior ao de outros tipos.

As vantagens e desvantagens dos fundos

Veja 4 vantagens de investir por meio dos fundos.

Gestão profissional

Como vimos, os fundos contam com gestão profissional. E esse fator dará segurança e tranquilidade aos participantes, pois os gestores de fundos são especializados e experientes nas áreas de finanças e investimentos. E dedicam-se exclusivamente a elas.

Por outro lado, muitos investidores não conhecem o mercado financeiro e suas opções profundamente. E a maioria deles não tem tempo para gerenciar de perto suas aplicações por já terem outras obrigações profissionais.

Diversificação de carteira

Diversificar investimentos é sempre necessário para potencializar ganhos e proteger o capital. E os fundos permitem que isso seja feito.

Por mais que a maioria deles tenha um percentual elevado destinado a um produto principal, de acordo com o que vimos na classificação da CVM, há espaço para outras opções. E se o objetivo for diversificar amplamente, pode-se escolher um fundo multimercado, o mais permissivo.

Então, um investidor cujo perfil aceite riscos maiores ainda pode proteger parte do dinheiro investindo também em produtos mais seguros, como os títulos públicos. E os mais conservadores, que não admitem grandes riscos, podem aplicar parte pequena de capital em ativos menos seguros, mas que podem gerar grande retorno mais rapidamente.

Permite acesso a produtos exclusivos e restritos a grandes volumes de investimentos

Existem opções que exigem grande capital do investidor para entrada. E os fundos dão acesso a elas porque a união de vários aportes resulta em um grande volume. Então, investidores que não teriam acesso a tais produtos conseguem aplicar neles.

Também, há investimentos exclusivos seguros e rentáveis — ou menos seguros e de grande lucro — que os fundos também dão acesso.

Diluição de custos

Outra característica dos fundos que serve como vantagem aos investidores é a divisão das despesas. No final, cada participante do grupo pode pagar menos custos do que teria de pagar investindo individualmente nos mesmos produtos do fundo escolhido.

Agora, atente a três desvantagens relevantes.

Pouca autonomia

Da mesma forma que a gestão profissional garante cuidado especializado nas aplicações, é tirado o poder decisório dos investidores. Quando o gestor decide em quais opções o capital será aplicado, nenhum quotista pode decidir de forma diferente pelo seu dinheiro ou pelo todo.

Incidência de come-quotas

A cada seis meses incide imposto de renda sobre apenas os rendimentos gerados no fundo de investimento, mesmo que não tenha havido resgates. 

Consequentemente, um pouco do valor investido se perde a cada seis meses, o que tira rendimentos dos investidores posteriormente — porque a base dos rendimentos sofre um corte.

Com isso, a capitalização destes recursos é menor no longo prazo. Por outro lado, fundos de ações e previdência privada, por exemplo, não têm essa regra.

De qualquer forma, este não pode ser o único fator de decisão de investimento.

Possibilidade de haver muitos custos embutidos

A diluição de despesas é uma vantagem, mas abre a possibilidade de a instituição embutir muitas delas. Assim, mesmo sem perceber por conta da diluição, os participantes podem arcar com gastos demasiados em relação a boas condições que poderiam conseguir.

Todo fundo cobra taxa de administração, que varia de acordo com o tipo de fundo e a complexidade de sua gestão. E alguns também a de desempenho — quando as aplicações superam as expectativas, que beneficia gestores e quotistas.

O problema existe quando as duas são muito altas ou quando diversas outras são inclusas, tudo ficando fora da atenção dos quotistas pela diluição de valores entre eles.

Agora que você sabe mais sobre fundos de investimentos e conhece os prós e contras da participação, compartilhe o post nas redes sociais para mais pessoas conhecerem detalhes dessa opção do mercado financeiro!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto