O mercado de aplicações é um espaço onde a diversidade impera. Seja o seu perfil agressivo ou mais moderado, você pode encontrar ali diferentes produtos para aumentar a sua renda. E isso também acontece quando o assunto é os fundos de investimento.

No caso dos fundos DI, especificamente, as qualidades dessa aplicação são bastante atrativas tanto para investidores iniciantes quanto para os de longa data. Por isso, neste texto eu vou te apresentar um pouco mais sobre esse tipo fundo. Continue lendo e entenda!

O que são os fundos DI?

Os fundos DI são aplicações cujo conteúdo é 95% composto por títulos públicos. Além disso, eles utilizam a taxa básica de juros (Selic) como indicador. Essa taxa é tida como referência para determinar os juros do país, e usada pelo governo como compensação para os empréstimos fornecidos para ele.

É importante deixar claro que, para fazer comparações de investimentos feitos entre pessoas físicas e jurídicas, é usado o índice CDI. Esse indicador tem relação com a Selic e costuma ter sempre o mesmo valor.

Recentemente, contudo, houve uma mudança na denominação dos fundos. Agora eles não são mais chamados de Fundos DI, e sim Fundos de Renda Fixa Referenciados DI. Essa nova designação foi estipulada pela Anbima (Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais).

Liquidez

A maioria dos fundos desse tipo têm uma liquidez diária, ou seja, o investidor pode resgatar a qualquer momento o dinheiro investido. Contudo, isso não significa que as regras de resgate não precisem ser analisadas como cuidado.

Ainda assim, por conta dessa facilidade o fundo acaba por ser uma boa alternativa para formar uma reserva, ao mesmo tempo em que é ideal para quem precisa de dinheiro em um curto prazo de tempo.

Custos

As cobranças aplicadas aos outros tipos de fundos também valem para esse aqui. Afinal, há a taxa de administração recolhida pelas instituições que gerenciam os fundos.

O valor cobrado para esse custo está em torno de 1,03% ao ano, mas é possível encontrar instituições que chegam a cobrar mais de 3%. Por isso, o investidor precisar ficar atento — geralmente, quanto mais barato o fundo, maior é e a taxa.

Entretanto, não é costume que a taxa de performance seja cobrada, já que a administração desse tipo de fundo é bem mais fácil e, com isso, não existe a necessidade de remunerar o gestor por causa do desempenho da aplicação.

Impostos

Além da taxa de administração, também há a incidência de tributos nos fundos DI. O Imposto de Renda, por exemplo, é cobrado dependendo do prazo de resgate.

Dessa maneira, é seguido a tabela regressiva: se tempo do fundo for de até 180 dias, é deduzido 22,5%. Agora, se aplicação dura de 181 até 360 dias, a cobrança é de 20%. Já para os fundos em que o tempo é de 361 a 720 dias, o descontado é 17,5%. Para mais de 720 dias, o desconto é de 15%.

O investidor ainda terá que lidar com o Imposto sobre operações financeiras (IOF). Nesse caso, o desconto acontece se ele precisar resgatar a aplicação em menos de um mês. A variação pode ser de 0% a quase 100% dos ganhos, a depender dos dias em que o fundo ficou aplicado.

Como-Cotas

Quem aplica no fundo também tem que lidar com o Come-Cotas, uma espécie de adiantamento do Imposto de Renda, que é sempre recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro. Isso sempre baseado na menor alíquota de cada tipo de fundo, e descontado sobre a rentabilidade do momento. Se for um fundo de curto prazo, 20%; se for um de longo, 15%.

Como investir?

Primeiramente, como há certa variedade de fundos no mercado, é preciso que você conheça o seu perfil e tenha objetivos bem determinados. Se já tem isso estabelecido, pode procurar por instituições que fornecem esse tipo de investimento.

Procure informações sobre o tipo de fundo oferecido e estude bem as exigências dos bancos — inclusive o valor das taxas de administração. A instituição que você escolher, provavelmente, exigirá os seus documentos de identificação, e não é incomum que você tenha que abrir uma conta-corrente.

A diferença entre os Fundos DI e os outros investimentos

Poupança

A poupança sofreu um abalo como forma de rendimento depois que suas regras mudaram.

Desde 2012, ela rende 70%, mais a TR (Taxa Referencial) — mas isso apenas se a Selic estiver abaixo de 8, 5% ao ano. Caso esteja menor, como recentemente (6,5%), a poupança volta a render de acordo com a regra antiga, ou seja, 0,5% ao mês mais a TR, ou de 6,27% ao ano, ou 0,5% por mês.

Comparados com os fundos DI, que conseguem quase 100% da Selic, essa é uma diferença bem grande. Logo, os fundos DI acabam por ser mais vantajosos que a poupança.

Renda Fixa

Em relação aos de renda fixa, o grande diferencial está na segurança. Os fundos DI tendem a ser mais constantes, enquanto os fundos de renda fixa tem uma variação maior.

Ainda por cima, esse tipo de aplicação contém títulos pré-fixados, enquanto os DI costumam ser constituídos por pós-fixados. Então, se a Selic estiver em um valor alto, os fundos DI rendem mais do que os de renda fixa.

Quais são as principais vantagens?

  • acessibilidade: é preciso apenas de uma conta em um banco ou em uma corretora para investir nos fundos DI. Geralmente, não é cobrado um valor alto no início, tornando esse tipo de aplicação uma boa opção para quem quer entrar no mundo dos fundos de investimentos;

  • liquidez: como já informamos, esse tipo de fundo tem uma liquidez diária, servindo tanto para aquele investidor que precisa resgatar em curto prazo, quanto para o que está planejando criar uma reserva;

  • risco baixo: como ele é composto de quase 100% de títulos públicos, seu risco é baixíssimo — visto que são papéis gerados pelo governo, suas chances de quebrar são, praticamente, nulas.

Enfim, com esse conteúdo, deu para entender bem como os fundos DI funcionam e quais são as suas vantagens, não é?

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