O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é um tipo de investimento que vem se mostrando como uma forte tendência entre os investidores brasileiros. Segundo a BM&FBovespa, as emissões do COE dobraram em 2017, passando de 571,3 milhões no primeiro mês do ano e chegando a 1,15 bilhão em outubro.

Para entender melhor por que esse tipo de investimento caiu no gosto dos investidores do Brasil no ano passado e é um fenômeno que tende a continuar em 2018, acompanhe este post.

O que é COE?

O Certificado de Operações Estruturadas (COE) é uma maneira de investirmos em qualquer ativo, sem correr o risco de vermos o nosso investimento perder valor. É uma modalidade de investimento que mistura Renda Fixa e Renda Variável para buscar retornos acima da renda fixa hoje, nesse cenário de juros baixos.

Além disso, é uma opção de acessar mercados internacionais e investir em bolsas mundo afora, índices, fundos internacionais, entre outros, sem ter exposição cambial nem risco de perda do principal.

O maior destaque desse tipo de investimento é que ele proporciona ao investidor o ganho da renda variável, mas com a proteção da renda fixa. O COE foi lançado entre o fim de 2013 e o início de 2014, e ganhou força em 2015, quando a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regulamentou as ofertas públicas do COE aqui no Brasil.

Como funciona a aplicação nesse investimento?

Existem dois tipos de COE: os de Participação e os Autocallables. Vamos explicar aqui a diferença entre eles.

Participação

Esse tipo de COE tem um viés de médio a longo prazo — de 3 a 5 anos. É um tipo de investimento que visa “surfar” na valorização do ativo a que está atrelado e aproveitar os cenários internacionais, que estejam com perspectiva melhor que a do Brasil. É uma oportunidade do investidor brasileiro acessar mercados no mundo inteiro.

O COE nada mais é do que uma ferramenta para que o investidor tenha acesso a bolsas de todo o mundo, como as bolsas americanas, Nasdaq e New York Stock Exchange (NYSE), além das bolsas europeias e de outros continentes. É mais do que uma aplicação, é uma forma de acessar os mercados internacionais por meio de uma conta daqui do Brasil. É uma maneira que o investidor tem de aproveitar o cenário internacional.

Um dos principais benefícios do investimento nesse certificado é que, para abrir uma conta fora do país, o investidor precisa ter pelo menos US$100 mil, enquanto o valor mínimo para investir no COE é R$ 5 mil.

A tributação do COE é a mesma de renda fixa — assim como a do CDB —, ou seja, pela tabela regressiva do Imposto de Renda (IR). Se o investimento tem um prazo de até 6 meses, o IR é de 22,5% dos ganhos, que vai sendo reduzido até o mínimo de 15% para os investimentos com o prazo superior a 2 anos.

Autocallable

Esse outro tipo de COE tem um prazo máximo de 2 anos, podendo ser automaticamente encerrado a cada 6 meses se as condições forem atingidas. Mas como ele funciona? No dia em que o COE se inicia, existem os preços iniciais dos ativos que servirão de referência durante toda operação.

Se na janela de observação os preços estiverem iguais aos do início ou qualquer valor acima, automaticamente o COE se encerra e o investidor ganha o cupom do período, que sempre é bem atrativo e acima do CDI.

No entanto, se os ativos estiverem abaixo do valor de referência, ele continua até a próxima janela de observação semestral, funcionando da mesma forma. Pode chegar ao prazo máximo de 2 anos, quando o investidor ganhará 4 cupons, referentes aos 4 semestres, ou, no pior cenário, se os ativos tiverem se desvalorizado no período, o COE é um investimento de Capital Protegido e o investidor não perde nada.

Dessa forma, podemos afirmar que o COE é uma aplicação de renda fixa que se atrela a ativos de renda variável para permitir que o investidor ganhe bem acima do CDI, considerando que a taxa básica de juros da economia (Selic) está hoje a 7%.

Esse investimento possibilita aos investidores ganhar um retorno não mais encontrado no mercado financeiro com Selic nesse patamar. Com esse novo cenário da taxa básica de juros da economia, os retornos de 1% ao mês nos investimentos de renda fixa não são mais uma realidade.

É importante destacar que o COE só é lançado no mercado depois de uma análise 100% positiva dada pelo comitê da corretora de investimentos. Já os bancos costumam lançar o COE sem toda essa certeza. Ainda assim, não é possível garantir nada ao investidor, mas o importante é que não há perdas do patrimônio.

Vale a pena investir em COE?

É um produto de capital protegido que surgiu e vem se consolidando nesse cenário de juros baixos. A operação de capital protegido é indicada para qualquer perfil, mas é melhor recebida pelos investidores moderados e arrojados.

A regra da CVM é que um perfil de investidor muito conservador não invista em COE, mas dependendo dos objetivos e analisando caso a caso, pode ser uma boa opção também para os conservadores.

É ainda um investimento de baixíssimo risco e rentabilidade muito alta. Para que o COE seja lançado pela corretora, ele deve entregar algo em torno de 160% do CDI, podendo até chegar a 180%.

Nem mesmo os fundos multimercados dão um retorno tão positivo quanto o COE. Ele é ainda uma forma de acessar os mercados internacionais em plena valorização e ganhar mais com os investimentos do que com os de renda fixa no Brasil.

Além disso, é uma ótima oportunidade de sair do risco eleitoral deste ano, já que as eleições de 2018 vão mexer com o mercado e o COE não se envolve com o risco Brasil. É ideal para o investidor que não tolera perdas. Resumindo, é o investimento em um mercado variável, mas livre das perdas.

E então, acha que é mesmo um momento favorável para investir no COE? Se ainda tem dúvidas sobre esse tipo de investimento ou já elegeu como a melhor escolha para você, entre em contato com a Pense Investimentos!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto