Custódia em renda fixa – O investimento em renda fixa é uma escolha adequada tanto para investidores conservadores e moderados quanto para arrojados que desejam obter a diversificação. Antes de aplicar os recursos, entretanto, é necessário entender quais são os elementos envolvidos no processo, especialmente os custos.

Além da taxa de administração e do possível pagamento de impostos, há alguns valores que devem ser compreendidos, como é o caso da custódia. Nem sempre considerado, esse elemento requer atenção especial até mesmo por uma questão de segurança.

Fizemos este artigo para que saiba do que se trata esse conceito e como ele funciona nesse tipo de renda. Continue a leitura e fique por dentro do assunto.

O que é a custódia de investimentos de renda fixa?

A custódia de investimentos é, de certa maneira, a responsabilidade assumida por uma ou várias instituições para manter os títulos “funcionando”. Ou seja, corresponde à obrigação de preservar a disponibilidade e a atuação, conforme o previsto.

A taxa de custódia nada mais é do que um percentual pago pelo investidor e que tem como objetivo garantir a manutenção e existência dos títulos adquiridos — neste caso, de renda fixa. É como se fosse uma taxa referente ao “aluguel” dos serviços usados para que o título por você adquirido permaneça ativo. Em geral, é descontado diretamente do saldo investidor com o total sendo retirado entre o final e o começo do mês.

Nem todos os investimentos desse tipo têm este custo, mas quando ele está presente o seu pagamento é obrigatório em qualquer caso.

Por que ela existe e qual é o seu custo?

O principal motivo para a cobrança da taxa de custódia é que essa é uma forma de remunerar/cobrir os custos em relação à emissão e à manutenção de títulos de operações variadas. Ou seja, é uma espécie de repasse feito pelo investidor para garantir que sua conta se mantenha ativa e funcionando.

Porém, é importante ter em mente que a taxa não vai necessariamente para a corretora. Em muitos casos, é destinada ao intermediário, como no caso da BM&FBovespa. A que é cobrada pelos agentes de custódia, como a corretora, é negociada caso a caso com o investidor — e esta, sim, pode variar.

Por mais que seja um elemento que afete a rentabilidade, o impacto não é tão grande quanto parece. Na verdade, o total flutua em menos de 1%, sendo o patamar mais comum de 0,3% ao ano.

Em outras operações, ela varia de acordo com o valor de mercado. De R$ 300 mil a R$ 1 milhão, por exemplo, a taxa é de 0,013% ao ano. Acima de R$ 100 milhões cai para 0,0025% e assim sucessivamente.

Com isso, não é nada que comprometa definitivamente os resultados de suas aplicações, já que outros encargos mais caros é que exigem maior atenção na hora da escolha.

Como ela se aplica nos investimentos de renda fixa?

Entender o impacto da custódia nas aplicações de renda fixa é muito importante para que você tome decisões acertadas. No caso do Tesouro Direto, por exemplo, há uma taxa obrigatória para quem comprar esses títulos, seja pelo próprio Tesouro ou por corretora. O valor é de 0,3% ao ano, como visto, e o pagamento serve para custear a custódia dos títulos por parte da Bovespa.

As debêntures, por sua vez, possuem taxas que variam de acordo com o seu valor. Em geral, é cobrado um valor mensal de 0,00179%. Para o CDB, o mais comum é de 0,0018% ao mês. Enquanto isso, a LCA tem um parâmetro adicional de 0,000466% e a LCI, de 0,0008%.

Todos esses valores referem-se ao que é cobrado pela Cetip, uma integradora de finanças, e que são referentes a 2017. Embora possam mudar de acordo com alguns ajustes, ficam mais ou menos nessa média.

Imagine, por exemplo, uma LCI de R$ 500 mil, somando-se investimento inicial e rendimento. Nesse caso, a taxa de custódia neste mês será de apenas R$ 4,00. Ou seja, trata-se de um montante praticamente irrisório em comparação ao total que é movimentado nas aplicações de renda fixa.

Como ela se relaciona com a segurança?

Uma das questões mais relevantes sobre a custódia é que ela tem a ver com a segurança. Basicamente, há dispositivos, sistemas ou instituições financeiras que são responsáveis por custodiar parte dos títulos, garantindo que sejam viáveis e adequados.

Com isso, a taxa serve para remunerar essa atividade, como acontece com o Tesouro Direto. Além disso, há outro ponto decorrente deste fator: como as mesmas instituições são utilizadas, há total segurança em fazer investimento em corretoras, tanto quanto nos bancos. Dentre os órgãos responsáveis por dar segurança ao dinheiro, estão:

SELIC

Sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é mais importante do que apenas para definir a taxa básica de juros. Este instrumento foi criado pelo Banco Central do Brasil e, dentre outras questões, tem a ver com a definição da taxa de juros da economia.

É depositário de títulos ligados à dívida interna, ou seja, se relaciona diretamente com o Tesouro Nacional.

CETIP

A Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos é uma instituição de capital aberto, sem fins lucrativos e com o objetivo de realizar a integração de finanças.

Apesar de também estar envolvida com a emissão de títulos públicos, esta é destinada a pessoas jurídicas. Para a pessoa física, a instituição é depositária de investimentos de renda fixa como LCI/LCA, CDB, letras de câmbio e assim por diante.

CBLC

Enquanto isso, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia foi criada há 20 anos e está diretamente ligada à custódia de títulos do Tesouro Direto. Ou seja, a guarda dos títulos acontece nesta instituição, com as operações sendo realizadas pela BM&FBovespa. Neste caso, o valor é o já conhecido número de 0,3% ao ano.

Graças a isso tudo, a cobrança de custódia é, de certa forma, um dispositivo de segurança e que permite que as aplicações financeiras saiam dos grandes bancos.

A custódia em renda fixa gera uma taxa que precisa ser observada, variando de acordo com algumas características. Mais do que isso, ela também permite que as mesmas instituições financeiras estejam envolvidas em aplicações em corretoras, tornando-as seguras e integradas.

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