A palavra debêntures tem origem latina e quer dizer “aquilo que deve ser pago”, ou seja, é um empréstimo – que, nesse caso é pessoa jurídica. Ao adquirir essas aplicações, você está emprestando dinheiro à empresa.

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por grandes empresas, que, ao invés de recorrerem aos bancos, as emitem para captar recursos e financiar projetos de forma mais barata no mercado financeiro.

Na maior parte dos casos, estes são investimentos com horizonte de médio e longo prazo, que possuem liquidez via mercado secundário, assim como os títulos públicos do Governo Federal.

No ano de 2011 o Governo criou a lei 12431, das debêntures de infraestrutura ou incentivadas. Essa lei foi criada para fomentar o setor de infraestrutura, reduzindo tributação sobre os rendimentos de debêntures, que são fontes importantes de recursos das companhias brasileiras do setor. A partir de então as alíquotas de imposto desses investimentos foram reduzidas, para pessoas físicas. Assim, elas beneficiam investidores, empresas e concessionárias de serviços públicos. E estes passaram a ser investimentos seguros e rentáveis.

Ou seja, todas as pessoas físicas que compram esses títulos têm a remuneração dessas aplicações isenta de imposto de renda, assim como acontece com a poupança, as LCIs e LCAs.

E todas as debêntures de infraestrutura remuneram o investidor em um cálculo que soma a inflação a um cupom de juros, no cenário atual esse rendimento pode chegar de 15 a 19% ao ano de retorno.

A diferença delas para ações é que com a debênture não se tem controle sobre a empresa – como um dos proprietários. Isso facilita a captação de recursos para as empresas que não querem dividir seu comando. Esse também é um instrumento que permite recursos a baixo custo e o prazo de pagamento também é maior do que de outras formas de financiamento.

Elas são escolhidas, muitas vezes, pela flexibilidade. Ela mesma define, no contrato, quais os juros e a forma de pagamento do empréstimo. Assim, é possível para a empresa a adaptação do pagamento conforme as necessidades, por exemplo pela expectativa de retorno do projeto. O processo todo é realizado através de uma corretora ou banco de investimento.

Mas é preciso ter atenção, pois a segurança dessas aplicações está diretamente ligada à empresa emissora. O ideal é ter uma assessoria especializada auxiliando no processo de compra, para não acabar embarcando sem segurança, com risco de afundar.

Quem investe em debêntures se torna, portanto, credor dessas empresas. No Brasil, essa é uma das formas mais antigas de se captar recursos através de títulos. E suas características, como remuneração, prazo, etc, são determinadas na escritura da emissão.

Mas quem pode investir nas debêntures?

Qualquer pessoa, que tenha o valor da oferta inicial, que varia de uma para outra. Há empresas que exigem que a aplicação mínima seja de R$ 1.000,00, e outras fixam o investimento inicial em valores de R$ 100 mil, R$ 300 mil, ou mais.

E quais as vantagens deste investimento?

  • Saber quanto o dinheiro vai render depois do prazo
  • As debêntures podem render mais do que outras aplicações de renda fixa
  • E também possuem mais liquidez
Como resgatar o investimento?


O valor principal é pago em parcelas (amortizações), periodicamente, ou no vencimento – desde que supere um ano. É comum o pagamento periódico de juros – por semestres, por exemplo.

O investidor que quiser recuperar o valor antes das datas acertadas em contrato, o investidor pode realizar a venda no BOVESPA FIX, com o auxílio de uma corretora. O importante é ter atenção para o movimento do mercado, pois se o papel a ser vendido estiver em baixa, esse pode ser um mau negócio, por isso é importante consultar um assessor.

Como investir?

Para realizar um investimento em debêntures, é necessário ser cliente de uma corretora que faça negociações deste tipo de produto. Isso também é importante para esclarecer dúvidas sobre o investimento e as empresas que emitiram as debêntures, evitando riscos desnecessários.

Como calcular o rendimento?

Os rendimentos das debêntures são relacionados a juros fixos ou variáveis, que por sua vez podem estar atrelados à inflação (juros + IPCA), a taxas de juros de referência (TJ6 e TJ3), ao CDI, entre outros.

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários