Você tem dinheiro, mas ainda não sabe como começar a investir de forma segura e com rentabilidade?

Tudo bem. Aqui você vai encontrar algumas respostas para iniciar. E se ainda tiver dúvidas, pode entrar em contato, ficaremos felizes em responder e ajudar você a encontrar a melhor maneira para atingir seus objetivos financeiros.

Então, vamos começar. Abaixo mostramos os quatro fatores que são fundamentais para os primeiros passos para começar a investir:

Definir os objetivos

Para definir seus objetivos, você precisa, primeiro se fazer duas perguntas: quanto tempo eu tenho e o que eu vou fazer com o dinheiro investido?

Uma metodologia é nomear os investimentos, para que você saiba bem para onde está indo. É importante ter uma meta primeiro, para depois buscar alcançá-la. Pode ser um apartamento, um carro novo, a aposentadoria ou o futuro dos filhos (entre outros).

O ideal é não utilizar o dinheiro que você precisa ter disponível para necessidades básicas. Mesmo quando você escolhe uma quantia que servirá como fundo reserva, para poder ser retirada se necessário, é importante ter em mente que os valores aplicados estão sendo multiplicados, ao contrário do dinheiro que fica parado, que está, na verdade, perdendo valor.

Um especialista pode ajudar a determinar qual percentual do dinheiro deve ficar em cada investimento, para viabilizar esses objetivos e fazer com que você tenha mais rentabilidade e segurança nas aplicações.

Entenda a liquidez

Quando você entra no mundo dos investimentos, ouve muito falar de dois conceitos centrais: rentabilidade e risco. Mas estes não são os únicos fatores que você precisa considerar. Antes de escolher como aplicar e onde diversificar, é muito importante conhecer mais um conceito: a liquidez – e como ela tem influência na sua estratégia.

Ela é facilmente confundida com a rentabilidade, mas tem um conceito totalmente diferente. Enquanto a rentabilidade é o retorno financeiro que sua aplicação vai trazer, a liquidez se relaciona à facilidade com que seu ativo vai voltar a ser dinheiro.

Como assim? O dinheiro se transformou em um ativo – o investimento escolhido. E um que tenha alta liquidez, tem facilidade para venda, se você precisar fazer um saque (e é ideal para fundos de emergência).

A liquidez é medida considerando-se a agilidade com que a aplicação será convertida em dinheiro, preservando seu valor. Muitas vezes, ao vender rápido, você perde. Ou consegue preservar o valor, mas não vender rápido. E isso não acontece só com investimentos, mas também com bens, como imóveis, por exemplo. Eles, normalmente, são mais difíceis de se vender rapidamente e, assim, são considerados de baixa liquidez.

O ideal é buscar saber a rentabilidade do investimento sempre, mas também considerar a liquidez quando for avaliá-lo, sempre tendo em mente o tempo que você pretende deixar os valores aplicados e quais seus objetivos com isso. Se você precisa do dinheiro em um prazo mais curto, mesmo que escolha um investimento de alta rentabilidade, pode acabar tendo perdas quando negociar seu ativo.

Se você não pode deixar o dinheiro parado por um período mais longo, o ideal é optar pelas modalidades que permitem que você faça saques, sem ter perdas significativas.

Existem também investimentos de liquidez média, nos quais há prazos não muito longos que precisam ser respeitados, mas também não imediatos. É preciso que você verifique se estes prazos atendem sua disponibilidade e expectativa.

E, por fim, ativos que têm liquidez alta, que são vendidos com facilidade e bom preço, dependendo do momento – econômico ou de situação do ativo.

Tudo isso é uma questão de: perfil, contexto, metas e avaliação. E se você tem tempo para um investimento e não vai precisar mover o dinheiro por um período maior, pode focar na rentabilidade.

Mas é importante lembrar que em todos os investimentos você precisa optar. É muito difícil conseguir unir em um único investimento segurança, liquidez e rentabilidade. Por isso, você sempre vai precisar escolher dois destes fatores. Nós recomendamos que você coloque sempre a segurança em primeiro lugar e em seguida escolha, segundo seu perfil, entre liquidez e rentabilidade.

Escolher seus investimentos

Pronto, agora que você definiu seus objetivos e o prazo que o dinheiro vai ficar aplicado, pode escolher em quais produtos isso será feito. Diversificar é uma coisa muito importante, principalmente se você vai ultrapassar o valor coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e quer manter seus investimentos seguros. Você pode escolher entre uma série de possibilidades, que já falamos em artigos anteriores. Os investimentos de renda fixa compartilham algumas características, como a segurança, mas podem diferenciar em rendimento e liquidez, por isso é sempre bom contar com um especialista que vai evitar que você aplique seu dinheiro sem lucratividade, ou pior, acabe perdendo dinheiro. Ele vai ajudá-lo a escolher as aplicações e o período ideal para atingir suas metas.

Conheça um pouco mais sobre alguns produtos da renda fixa:

Mas, como escolher entre eles? Qual deles é o melhor? A resposta é uma só: objetivos. Dependendo do que você pretende alcançar (e quanto tempo tem para isso), há um investimento ideal para você.

Poupança: por que fugir?

Você reparou que não citamos a poupança como um dos produtos interessantes para aplicar seu dinheiro? Se você ainda acredita que este é o investimento mais seguro do mercado, precisamos conversar, pois ela já foi superada (em segurança e rendimento) por outros investimentos. E também pode estar fazendo com que você perca dinheiro.

Aplicar na poupança, na atual situação econômica, só é melhor do que você guardar o dinheiro embaixo do colchão. Guardar suas economias na caderneta de poupança só repõe perdas da inflação (e, ocasionalmente, nem isso!) e com as opções de renda fixa você mantém a segurança, fazendo o dinheiro render muito mais.

A poupança não é mais um investimento interessante e seu dinheiro está perdendo poder de compra, ou seja, se no ano passado você comprava algo com um valor x, este ano, precisa de x+y, pois aquele valor de um ano atrás já não é mais suficiente. Isso acontece, porque o rendimento da poupança está abaixo da inflação (quer entender mais? clique aqui).

Segundo Felipe Assunção, Especialista do Pense Investimentos, não existe a melhor aplicação, mas sim, a mais adequada ao seu perfil.

“O mercado financeiro é como um avião: você até conseguiria pilotar sozinho, com manuais e internet, mas nunca de forma segura. A maioria dos aviões pilotados dessa forma, acabariam caindo. E, os que têm uma chance de aterrissagem segura, teriam um vôo bem turbulento, com certeza. Por isso, o que recomendamos é sempre contar com uma equipe de bordo altamente qualificada, para alçar vôos mais altos, só assim terá uma viagem tranquila”, aconselha Felipe.

 

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários