Uma das principais dúvidas sobre investimentos é referente à hora certa de comprar e vender nossas ações. Entender o conceito de pullback, que até pode parecer complexo à primeira vista, nos ajuda muito nesse sentido. 

Pensando nisso, preparamos este texto com a finalidade de explicar melhor e fazer algumas considerações relevantes sobre o tempo de compra e venda de ativos no mercado financeiro. Se você tem interesse pelo tema e deseja saber mais a respeito, continue a leitura do post até o fim!

O que é pullback?

Em termos resumidos, ele nada mais é do que uma ideia representada graficamente. Nela, podemos notar o movimento de uma ação, no qual acontece uma reversão em um curto período, fazendo com que o ativo se retraia e depois retorne à tendência principal.

Por meio dele é possível analisar as “ondas” que movimentam o mercado de ações, já que este é formado por retrações que acontecem quase ciclicamente. Ele pode, ainda, ser notado como uma nova propensão ou se originar a partir de uma movimentação brusca, que não se repetirá tão cedo.

Sendo assim, quando ele acaba — lembrando que isso nunca demora para acontecer —, a inclinação que o ativo vinha seguindo antes no gráfico tende a continuar até o próximo momento de pullback ou reversão. Sua ocorrência não necessariamente depende de uma crise no país ou outros fatores do gênero.

Vamos imaginar a seguinte situação: existe uma ação caindo na bolsa há vários dias ou semanas. Essa ação, portanto, está em uma tendência de queda, certo? Dessa forma, os pullbacks nesse contexto serão movimentos de alta repentinos, ou seja, que não vão durar muito tempo. Depois que eles acabarem, essa ação voltará a cair.

Precisamos ter em mente que esses momentos são recorrentes dentro de qualquer estrutura econômica e não indicam deformidade. Ele é normal porque sempre que um ativo sobe na bolsa, é comum que os investidores se aproveitem da ocasião para vender algumas de suas ações, fazendo com que ele caia logo em sequência.

É válido, ainda, que saibamos identificar a diferença entre pullback — a alteração dentro da tendência maior — e a reversão, que é a mudança de sentido do ativo, basicamente.

Como analisar o mercado e saber a hora de recuar?

Feitas essas considerações iniciais, ainda persistem algumas dúvidas em nossas cabeças. Afinal, como usar esse dado analítico a fim de estabelecer um posicionamento no mercado? Em qual momento recuar ou investir?

Se você não é especialista no assunto, contar com uma assessoria de investimentos é algo extremamente positivo para interpretar esses gráficos corretamente e extrair informações proveitosas disso. De qualquer forma, existem pontos básicos, que são mais simples de compreender e podem nos ajudar muito.

Antes de tudo, precisamos nos lembrar de uma regra comum para quem gosta de lidar com ações: compre barato e venda caro. Recuar, embora não esteja presente nessa fórmula, também é de fundamental importância. Isso porque, muitas vezes, precisamos saber qual é o momento mais propício para desistir de um ativo com o intuito de vendê-lo. Desse modo, uma boa análise do mercado é imprescindível.

Para nos ajudar, há como recorrer à Teoria das Ondas de Elliot, criada na década de 1930 pelo contador de Ralph Nelson Elliot. Ela é embasada no pressuposto de que o histórico de um ativo reflete a tentativa coletiva de precificá-lo.

Os critérios para que essa precificação ocorra e varie constantemente são os mais variados. As emoções e os impulsos de quem investe, inclusive, são fatores a serem considerados. Afinal, há o chamado “efeito manada”, no qual as pessoas simplesmente agem de uma determinada maneira porque outros também o fazem.

Segundo a proposição de Elliot, há um ciclo que rege as altas e as quedas dos preços. Portanto, abandonar e vender o ativo tende a ser a opção mais interessante quando ele estiver próximo de uma baixa. Por consequência, comprar é mais indicado assim que o preço cair bastante e se aproximar da reversão, antes de começar a subir.

Em virtude dos problemas fiscais do Brasil, cresce a adesão aos fundos multimercado, boas opções para investidores moderados ou arrojados. Ou seja, é mais do que válido dispor dos serviços de um bom assessor para escolher alternativas que sejam fundamentadas em análise técnica e levem o pullback em conta.

Como fazer o pullback da forma certa?

Você pode, se tiver tempo e disposição, estudar mais a fundo a Teoria de Elliot para se aproveitar melhor dos pullbacks e melhorar sua carteira de investimentos. No entanto, a melhor maneira de fazê-lo é a partir de análises gráficas e fundamentalistas feitas por profissionais da área.

Existem plataformas abertas de conhecimento sobre aplicações e acompanhamento de ativos que procedem dessa forma, reunindo dados de gráficos e considerando fundamentos técnicos do mercado a fim de orientar seus clientes.

Geralmente, as instituições qualificadas que oferecem esse tipo de serviço se utilizam de parâmetros — como governança, histórico e compliance — para analisar empresas. Feito isso, verificam também a relação dessas ações com os concorrentes, a fim de obter um contexto aprimorado do segmento e identificar particularidades nesse sentido. Por fim, localizam os pullbacks e reversões anteriores, fazendo projeções e orientando investidores na tomada de decisão.

Além disso, precisamos nos lembrar que o investidor brasileiro tem o costume de comprar ações que estão em alta, em grande parte pelo já mencionado “efeito manada”. Entretanto, quem deseja viver de renda e quer entender melhor o funcionamento da bolsa, precisa compreender que essa prática não é, necessariamente, uma boa atitude.

As oportunidades de compra e de venda podem ser boas ou ruins a partir de diferentes critérios. Portanto, identificá-las não é uma tarefa simples, já que envolve a necessidade de se olhar para diversos aspectos econômicos e sociais. Nós, como investidores, não podemos nos apegar a uma aparente verdade absoluta, tampouco crer que todas as tendências devem ser seguidas à risca.

Sendo assim, o pullback mostra-se um elemento relevante para saber a hora certa de comprarmos e vendermos nossas ações. Quando está devidamente contextualizado, ele pode nos ajudar a obter resultados melhores.

Ficou curioso e quer saber mais sobre esse tema? Entre em contato com a Pense Investimentos. Nós adoraremos ajudá-lo!

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