Todo investidor sabe que os riscos caminham lado a lado da sua carteira de investimentos. Desse modo, é impossível escapar das incertezas relacionadas às aplicações no geral. Contudo, existem meios práticos de mitigação de riscos para amenizar seus impactos.

É importante que o investidor esteja ciente dos tipos de riscos atrelados às suas aplicações antes de investir. Dessa forma, poderá criar um planejamento financeiro mais sólido, pois, cada investimento tem um grau de risco próprio que deve ser devidamente analisado.

Quer saber quais riscos são esses e como evitá-los? Então confira neste post o que você precisa saber sobre riscos e otimize sua carteira de investimentos!

Risco de mercado

Esse é o risco mais comum para todos os tipos de investimentos, pois está relacionado às variações do mercado como um todo. Vários fatores podem afetar o mercado como: mudanças políticas, alteração de taxas referenciais, variação no câmbio, indicadores econômicos etc.

Geralmente os investimentos mais influenciados pelo risco de mercado são aqueles de renda variável, como as ações. Isso acontece por causa da relação íntima que as empresas têm com a economia interna, logo, qualquer prejuízo pode afetar os seus papéis.

Por ser extremamente amplo e cheio de incertezas, não há uma maneira de evitar o risco de mercado. No entanto, há modos de amenizar seus efeitos com a diversificação dos investimentos, também incrementando a rentabilidade na carteira de aplicações.

Risco de legalização

Investidores não devem apenas analisar as possibilidades de seus investimentos, mas também precisam pesquisar qual agente financeiro vão contratar como intermediário. Instituições não legalizadas podem frustrar os seus negócios e criar uma cultura de medo.

Esse é o risco de legalização que o investidor está exposto dentro do mercado de capitais. Geralmente aparecem na forma de algum intermediário que propõe rendimentos bem superiores aos da média do mercado, com baixo custo e baixo risco.

Para evitar essa situação indesejável o consumidor deve fazer uma pesquisa quanto a legalidade da organização. Veja algumas maneiras preventivas para garantir uma maior segurança ao aplicar seus recursos.

  • verifique a credibilidade da instituição com a CVM, que é o órgão federal responsável pelo mercado de valores mobiliários;

  • dê preferência por instituições de renome no mercado;

  • informe-se com outros clientes da empresa para conhecê-la melhor.

Risco de operação

Ligado a falhas de sistemas, erro humano, falta de controle operacional, informações errôneas, etc. No mercado de investimentos esse tipo de equívoco é particularmente raro de acontecer graças aos sistemas altamente tecnológicos que compõem os processos de aplicação.

Apesar de toda essa modernidade o risco de operação ainda existe de forma sutil, principalmente quando se trata de equívocos informacionais, comprometendo o restante do processo.

Evitar o risco de operação é difícil para o investidor, pois não há como ele controlar a forma de gerir os processos administrativos das empresas. Contudo, é possível comparar o serviço das organizações para criar um parâmetro de qual empresa oferece menor risco de operação.

Os especialistas dividem esse tipo de risco em três vertentes específicas:

  • risco organizacional: representa uma instituição ineficiente com objetivos difusos;

  • risco operacional: inexistência de gerenciamento das redes de comunicação;

  • risco pessoal: falta de qualificação da mão de obra operacional.

Risco de crédito

O principal risco de um investimento é o prejuízo, que geralmente aparece na forma de omissão dos pagamentos por parte da empresa ou a falência da instituição custodiada. O risco de crédito está sempre presente nos investimentos, porém, em graus diferentes.

Cada tipo de papel tem seu próprio risco atrelado, que varia normalmente de acordo com sua rentabilidade. De maneira geral, quanto maior o lucro de um investimento, maiores também os riscos de créditos ligados a ele.

A melhor forma de evitar o risco de crédito é conhecer os tipos de investimentos para escolher aquele que atenda ao seu perfil. Os títulos de renda fixa tendem a ser mais seguros do que os de renda variável graças as garantias oferecidas por órgãos como o FGC ou Tesouro Nacional.

Confira o risco de crédito atrelado a alguns dos investimentos mais comuns:

CDB/LCI/LCA

Os investimentos CDB, LCI e LCA são garantidos pelo FGC até, no máximo, 250 mil reais.

Tesouro Direto

Tem a garantia do Tesouro Nacional, e apenas a falência do país trará prejuízo ao investidor.

Fundos de Investimento

Os Fundos de Investimento não são garantidos por nenhum órgão, porém, em caso de falência do banco a conta é transferida para outra instituição.

Ações/Debêntures

São mais rentáveis, porém, têm alto risco de crédito, já que estão atrelados a saúde financeira da empresa que emitiu os papéis.

Risco de liquidez

Liquidez é a facilidade que um bem ou investimento tem de ser convertido em dinheiro. Todo investimento tem um grau de liquidez que varia geralmente de acordo com seu prazo e rentabilidade.

Geralmente, os investimentos de curto prazo apresentam uma maior liquidez, entretanto, uma menor rentabilidade. O risco de liquidez fica explícito quando o investidor não se prepara para uma emergência financeira e fica sem a opção de resgatar seu dinheiro rapidamente.

Uma boa saída para esse tipo de cenário é alterar os prazos dos investimentos para controlar rentabilidade e liquidez ao mesmo tempo.

Imagine o seguinte: um investidor deseja reduzir o risco de liquidez e para isso divide seu recurso em duas aplicações diferentes, primeiro um LCI com prazo de 6 anos com alta rentabilidade e por último um CDB com liquidez diária para eventuais emergências, aumentando sua segurança.

Planejamento financeiro para redução de riscos

É necessário um planejamento financeiro bem formulado para aplicar recursos em qualquer investimento, tanto para evitar o prejuízo quanto para prever os lucros. Dessa forma, o investidor que pretende evadir-se dos riscos precisa seguir alguns parâmetros:

  • defina objetivos claros para seus investimentos;

  • escolha investimentos que combinem com seu perfil de investidor antes de assumir o risco de crédito da aplicação;

  • diversifique a carteira investimentos para evitar risco de mercado e risco de liquidez;

  • confira as credenciais das instituições financeiras para driblar risco de legalidade;

  • pesquise as referências de outros clientes para fugir do risco de operação.

Como são várias as incertezas que vêm atreladas ao mercado, é interessante que o investidor tenha sempre a ajuda de uma consultoria especializada no assunto.

Investir pode ser uma prática altamente rentável quando bem estruturada, podendo implementar sua renda e preparar sua sustentabilidade financeira para o futuro. Dessa forma, para mitigação de riscos é importante saber como eles aparecem no mercado e assim prevenir-se.

Se quiser saber mais sobre como escapar dos riscos atrelados aos seus investimentos entre em contato com a Pense Investimentos e ganhe segurança ao investir corretamente!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto