[Queda dos juros no Brasil] Se você está com todo o seu patrimônio investido em fundos de DI ou mesmo parado na caderneta de poupança e estava confiante e satisfeito, é hora de começar a repensar.

Na prática, essa queda demonstra que investimentos mais conservadores, como fundos DI vão render bem menos. Para entender como aproveitar melhor a queda dos juros e começar a investir em busca de melhores resultados, acompanhe o nosso post e siga as nossas dicas.

Quais são os tipos de fundos multimercado?

Os fundos de investimento de multimercado são aqueles que permitem a diversificação do investimento dos recursos em várias classes de ativos, como ações, moedas, commodities, juros e renda fixa — CDB, títulos públicos e privados —, tanto no mercado doméstico quanto no exterior. Os multimercados são inclusive uma boa opção para quem está começando a investir e ainda não tem tanta intimidade com o mercado financeiro mas quer ganhar algo a mais do que o CDI.

É importante entender que as principais características do investimento em multimercados são a multiestratégia e o multigestor. São investimentos focados na adoção de várias estratégias, sem precisar ter o compromisso de adotar apenas uma. As decisões para esses diversos tipos de investimentos são realizadas a partir de uma análise detalhada de risco e retorno, considerando o cenário da macroeconomia, bem como a situação dos ativos. Além disso, o investimento em mais de um fundo é gerido por diferentes gestores, o que pode garantir maior especialização da gestão de cada ativo, contribuindo para que o retorno no investimento seja positivo.

Como funciona o investimento em multimercado?

O investimento em multimercado, como o próprio nome diz, dá ao investidor a capacidade de investir em vários tipos de ativos, podendo ser em renda fixa, renda variável, juros, câmbio e por aí vai. A vantagem do investimento em multimercado é poder escolher a melhor estratégia dependendo da realidade econômica do momento, além de permitir ao investidor adotar várias estratégias. O investimento em fundos multimercado também é indicado para momentos de incerteza e instabilidade econômica, quando são poucas as opções rentáveis no mercado financeiro.

Dentre as várias categorias de multimercados, a que mais se destaca é a “Multimercados Macro”, em que o gestor dos fundos têm maior liberdade de gestão para operar em todos os mercados, ou seja, em todas as classes de ativos. As estratégias são baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazo.

O perfil do investidor mais adequado para a diversificação de fundos multimercados é aquele que deseja investir acima de 24 a 36 meses. Para os mais conservadores são recomendados os juros e as moedas, com baixa volatilidade. Para os moderados, são recomendados fundos com retornos entre 125 e 150% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e para os investidores com mais apetite ao risco, de alta volatilidade, é indicado o mercado de ações, com retornos de 50 a 200%. Para os fundos de pensão e previdência privada, que possuem meta de rentabilidade, são recomendados o prazo de 3 a 5 anos para a exposição dentro do mercado de ações.

Vale lembrar da importância de verificar as carteiras recomendadas de ações com empresas que se beneficiam com o corte de juros, como as instituições de serviços financeiros: em geral, a Petrobras, a Vale e as Lojas Americanas.

Como começar a investir aproveitando a queda dos juros?

Para os investidores de primeira viagem, são recomendados os títulos pré-fixados de renda fixa como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e os fundos de renda fixa. O cenário econômico atual é favorável para o investidor de longo prazo. Nesse momento de queda de juros, quanto mais longo for o horizonte de investimento, melhor tende a ser o resultado do investimento.

Outra modalidade recomendada para quem está começando a investir são os debêntures, títulos de crédito representativo de empréstimo que uma companhia faz com terceiros e assegura aos detentores o direito contra a emissora, nas condições que constam na escritura de emissão. Os debêntures pagam 6% mais que a inflação oficial, ou seja, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e garante maior volatilidade que os títulos pré e pós-fixados. Portanto, ainda que a inflação volte a subir, os investidores estão protegidos em relação a uma possível alta.

Economia brasileira

Ainda que o Brasil passe por uma significativa turbulência política, o mercado não discute a possibilidade de uma troca da equipe econômica. Portanto, por pior que esteja a política brasileira, a economia já dá sinais de recuperação, e essa melhora de cenário já se confirma pela queda da taxa básica de juros e os investidores devem estar bem preparados.

Este momento é então muito interessante para quem quer investir, pois essas turbulências também trazem boas oportunidades. Talvez seja um momento mais preocupante para o investidor mais leigo, mas ir em busca de informações do mercado é uma forma de dar o primeiro passo, caso queira começar a investir.

Os brasileiros que possuem recursos devem buscar assessoria especializada e aproveitar esse cenário econômico, em que a inflação já se mostra mais controlada, o câmbio também está mais comportado, os juros em tendência constante de queda até o fim do ano — mesmo que o BC seja mais comedido no corte em função dos atrasos das reformas da previdência.

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Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto