A renda fixa é composta por títulos públicos e privados. Quando você faz uma aplicação deste tipo, está, na verdade, emprestando dinheiro a quem emitiu o papel – que pode ser uma empresa, um banco, ou até o Governo.

A contrapartida deste empréstimo é uma remuneração, pelo prazo, como correção monetária e/ou juros. Esse pagamento pode ser feito de uma vez só, na data de vencimento, ou em parcelas que são chamadas de amortizações, dependendo do investimento.

Os bancos normalmente têm uma limitação na hora de oferecer este tipo de investimento, já que só ofertam aos investidores os produtos da própria instituição, por isso se recomenda a busca por corretoras com assessores especializados, que vão poder indicar as aplicações que mais se aproximam dos seus objetivos como investidor, dentro de uma cartela de opções muito mais ampla.

Características
  • São produtos que têm objetivos de risco e rendimento diferentes, mas com uma característica, quase sempre, de maior segurança em relação a outros investimentos, e com um retorno atrativo.
  • Com a renda fixa, você está exposto a diferentes setores da economia, dependendo do tipo de aplicação, e, assim, aumenta a diversificação dos seus investimentos.
  • Se os investimentos forem mantidos até a data de vencimento acordada na compra, há uma previsão de qual será o rendimento.
  • Há diferentes ativos, que podem atender diferentes objetivos, sejam eles de rendimento, liquidez ou apreciação de capital.
  • Há também opções de aplicações isentas do imposto de renda.
  • E muitos dos títulos são ainda mais seguros, já que têm a garantia do FGC.
Entendendo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

Essa sigla aparece em muitos dos artigos que falam de renda fixa, já que o FGC, Fundo Garantidor de Crédito, garante uma gama de aplicações deste tipo. Mas, o que significa isso e de onde vem esse Fundo?

A entidade foi criada há mais de 20 anos, em 1995, para garantir que investidores recuperem seus depósitos, caso o emissor dos títulos tenha problemas. O FGC é, portanto, um mecanismo de proteção de investidores, poupadores e correntistas. Ou seja, o fundo é um tipo de seguro, para alguns investimentos de renda fixa. E ele não é considerado como um produto, mas como entidade privada, que não tem fins lucrativos.

Além disso, “administra o mecanismo de proteção aos correntistas, poupadores e investidores, contra instituições financeiras em caso de intervenção, liquidação ou falência”.

Objetivo

Permite a recuperação de créditos ou depósitos que são mantidos em uma instituição financeira, caso ela vá à falência, ou em situações de insolvência e, ainda, liquidação extrajudicial.

Quem faz parte

Praticamente todas as instituições financeiras operantes no país, como associações de poupança e empréstimos, sociedades de crédito, bancos comerciais e múltiplos, entre outros. Confira a lista completa das instituições associadas aqui.

Origem

Sua atuação mais direta começou justamente quando a crise no setor bancário do país tomou uma proporção maior (em 1996) e o governo precisou realizar uma intervenção preventiva mais forte no setor.

Garantias

Hoje o FGC garante o pagamento de até R$ 250 mil por instituição, por cpf, em casos de perdas que são causadas por problemas financeiros. Por isso, na maioria das vezes é importante diversificar seus investimentos!

Tipos de investimentos protegidos:

Dos investimentos listados, os que têm mais destaque são: poupança, CDBs e LCIs. Fundos de investimento, por exemplo, não contam com a proteção do FGC.

  • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;
  • Depósitos de poupança;
  • Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;
  • Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;
  • Letras de câmbio;
  • Letras imobiliárias;
  • Letras hipotecárias;
  • Letras de crédito imobiliário;
  • Letras de crédito do agronegócio;
  • Operações compromissadas que têm como objetivo títulos emitidos após 8 de março de 2012 por empresa ligada.

Quando estiver em dúvida entre duas aplicações, um dos critérios para escolher pode ser a garantia do FGC, já que assim você elimina riscos de perder dinheiro.

Resumindo

O FGC funciona como um seguro, para investimentos de até R$ 250 mil e reduz os riscos de investimentos, especialmente dos bancos menores – que costumam oferecer maior rendimento, mas também têm maior risco de não conseguirem honrar os compromissos. Assim, estas instituições financeiras conseguem taxas mais atrativas para os clientes, sem perder a cautela. Esse é um ótimo critério de desempate entre dois investimentos: qual deles possui a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito?

O ideal, portanto, é que o investidor diversifique seus investimentos, evitando aplicar valores superiores à cobertura do fundo, e, assim, reduzindo riscos e ampliando a margem de rendimento.

Por exemplo: se você tem R$ 1 milhão, invista através de uma corretora e diversifique seu investimentos em 5 instituições emissoras diferentes. Assim você estará blindando totalmente seu capital, contra possíveis riscos.

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto