Poucos são os brasileiros que conhecem o seguro de vida resgatável. Essa modalidade é um seguro com características de investimento, em que o resgate pode ser feito após o período de carência, independentemente de o segurado ter ou não falecido ou utilizado ter utilizado alguma das proteções como invalidez ou renda temporária por estar impossibilitado de não trabalhar.

É uma forma de “aplicar” o seu dinheiro em algo que pode lhe trazer muito alívio num momento de necessidade ou imprevistos, e não estamos falando apenas em uma situação de morte na família. Essa é, na verdade, uma maneira deixá-la protegida e também de se precaver para acontecimentos futuros.

Saiba um pouco mais sobre o assunto e tire todas as suas dúvidas a esse respeito!

Por que fazer um seguro de vida?

Muitas pessoas não gostam de falar ou mesmo pensar nesse assunto. Porém, isso é necessário, especialmente para aqueles que têm filhos. O seguro de vida é uma forma de deixar a família em uma situação financeira um pouco mais estável durante momentos de maior dificuldade. 

Isso é muito importante se considerarmos que a renda dos genitores pode ser um grande diferencial e a falta de uma delas geraria grandes transtornos financeiros, sem falar, é claro, dos emocionais.

O que é o seguro de vida resgatável?

Provavelmente você já sabe como funciona o seguro de vida comum: o dinheiro é liberado em casos de morte ou invalidez definitiva do segurado. Já no seguro de vida resgatável, vamos encontrar algumas diferenças:

Mesmo em caso de invalidez, você continua com o status de segurado;

O dinheiro pode ser resgatado a partir de um período pré-determinado no ato do contrato, o chamado tempo de carência. Ou seja, se mudar de idéia você resgata parte do valor pago, todo o valor pago e em alguns casos até o valor pago corrigido por alguma taxa determinada na contratação.

Esse tempo de carência varia de empresa para empresa e você deve buscar a que melhor satisfaz as suas necessidades.

Como ele funciona?

Na maioria das seguradoras, o período de carência é de 24 meses. Ou seja, após esse intervalo de tempo, você ou algum membro da sua família poderá fazer o resgate mesmo que não tenha ocorrido falecimento.

Porém, se você fizer isso logo depois desses 2 anos, você recupera parte do dinheiro, não o total investido. Mas isso muda com o tempo, já que quanto mais anos se passam, maior é a porcentagem do resgate.

Outro benefício que o tempo oferece são os juros compostos que, neste caso, é o seu melhor amigo. Quanto mais você investe e quanto mais anos se passam, mais o seu dinheiro se multiplicará. 

Isso funciona da seguinte forma: o valor do seguro vai para um fundo de resgate que rende, ao ano, uma taxa de 3% mais o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é calculado pelo IBGE. O seguro de vida com resgate ainda pode render mais do que isso, dependendo da empresa com que você assine o contrato. Assim, é como ter rentabilidade sobre rentabilidade, ou seja, os juros atuando a seu favor.

A realidade é que esse investimento funciona de duas formas: além de se comportar como um seguro de vida, também pode ser caracterizado como um tipo de previdência privada.

Qual é a diferença entre esse seguro e a previdência privada?

Por ser um investimento de longo prazo, é normal que as pessoas confundam o seguro de vida com resgate e a previdência privada (PP). Porém, há uma diferença sutil entre eles: a PP pode ser considerada como um complemento da aposentadoria do INSS ou pode ser usada para um projeto pessoal, como viagens e faculdade.

Já o seguro funciona como formação de patrimônio e como suporte financeiro em momentos de crise. Se o segurado pode ficar gravemente doente ou mesmo permanentemente incapacitado para o trabalho, por exemplo. o seguro pode ser acionado para manter as condições da família.

Quais os benefícios que esse tipo de seguro oferece?

1. É um investimento de longo prazo

investimento na poupança, como uma renda de longo prazo, é algo bastante comum. O problema é que os rendimentos são muito baixos: uma taxa de 0,5% mais TR (Taxa Referencial). Os juros oferecidos pelo seguro de vida resgatável são em alguns casos mais atrativos, gerando, assim, um verdadeiro investimento de longo prazo e não podemos esquecer do principal que é a proteção.

2. Pode resgatar o valor antes

Ao contrário da maioria dos seguros de vida, essa modalidade pode ser solicitada sem a necessidade de falecimento do segurado. É como uma poupança que rende juros sobre juros, com um retorno financeiro muito maior. Quanto mais tempo você deixar o dinheiro na empresa, mais receberá no momento do resgate.

3. Não é ajustado pela idade

Grande parte dos seguros de vida ajusta a mensalidade de acordo com a idade, ou seja, quanto mais velho você fica, maiores ficam as parcelas mensais. O problema disso é que é justamente quando estamos idosos que mais precisamos de dinheiro. Como as mensalidades aumentam, elas se tornam inviáveis e o segurado não tem mais como manter o seguro.

No seguro de vida resgatável, o ajuste é feito de forma diferente, já que as mensalidades variam de acordo com a inflação. Assim, a variação é pequena e o segurado tem plenas de condições de manter o investimento. Resumindo: eu sei o valor total que vou pagar no momento da contratação, sem nenhuma surpresa; nem em caso de doença (as seguradoras chamam de agravo de risco). A saúde do segurado é “congelada” no momento da contratação.

4. É garantido

No momento em que você toma a decisão de investir nesse tipo de seguro, tenha em mente de que o retorno é garantido. O mínimo que você pode receber é o que já aplicou. Sendo assim, você não perde dinheiro, apenas lucra. Na pior das hipóteses, vai ficar com a mesma quantia que foi investida. Claro, se respeitar as regras inicialmente acordadas principalmente de tempo mínimo para manter o valor no seguro.

Como investir?

A primeira coisa que você deve fazer é pesquisar por diversas empresas e optar pela que ofereça as melhores condições para o seu estilo de vida. Busque por uma que passe segurança e tranquilidade, que tire todas as suas dúvidas e entenda sobre o assunto para oferecer a melhor opção a você.

Observe diversos fatores antes de escolher o seguro. Por exemplo, leve em consideração a cobertura, se é possível direcionar uma porcentagem para cada beneficiário, o tempo de carência e, principalmente, o valor das mensalidades.

Você ainda pode procurar por um serviço de assessoria para investir da melhor forma possível, sem sustos e sem grandes riscos. Dessa forma, você será orientado sobre as características de um seguro que mais combine com você e sua família.

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