Títulos do Tesouro Direto são uma aplicação de renda fixa. São indicados por serem de baixo risco e com boas rentabilidades. Recomendados, inclusive, para pequenos investidores.

São papéis do Governo Federal. Comprar títulos é como emprestar dinheiro para o governo, mediante um pagamento de juros. Então, o que envolve a economia brasileira afeta o valor e a rentabilidade dos títulos.

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Passada a votação do impeachment no Senado, o blog Acerto de Conta$ entrevista o sócio da Monte Bravo Investimentos, Pier Mattei:

Blog Acerto de Conta$ – O que impeachment mudou para os títulos do Tesouro Direto?

Pier Mattei – Ao que tudo indica, o impeachment já estava “precificado” nos títulos. Agora, o mandato deixa de ser interino e passa a ser para valer. Boa parte do fluxo previsto ainda não veio. Mas, conforme medidas forem anunciadas, a confiança vai seguir aumentando e se traduzindo em mais fluxo.

Blog – O que é fluxo?

Pier – Entrada de dinheiro.

Blog – E a ata do Copom não foi conservadora, afastando a ideia de redução da taxa de juros Selic?

Pier – O Copom segue ajustando sua comunicação com o mercado. As portas para um corte em outubro em 0,25 ponto percentual ficaram abertas.

Blog – Os títulos tiveram valorização de até mais de 30% nos últimos meses, certo?

Pier – Exato. Os títulos do Tesouro Direto mais longos chegam a acumular valorização de mais de 30% no ano.

Blog – Qual a orientação para esse povo que comprou? (É possível vender antes do prazo do contrato, mas o valor é o que o mercado está pagando)

Pier – É muita rentabilidade para ser desprezada. O que temos visto muito são clientes querendo embolsar essa rentabilidade adicional. Uma estratégia é vender estes títulos e se posicionar em papéis com vencimentos mais curtos, que oferecem prêmios e taxas melhores hoje. Os títulos mais curtos ainda não tiveram uma rodada tão grande de valorização.

Blog – Por exemplo…

Pier – Um investidor que comprou uma NTN-B 2050, com taxa de IPCA+7%, pode vender e embolsar um ágio na casa de 20%. Mesmo se posicionando em um título com taxa mais baixa – na casa de IPCA+6% -, o investidor terá antecipado uma lucratividade muito significativa.

Blog – Como está a atratividade dos diferentes tipos de títulos?

Pier – O título pós-fixado atrelado à Selic neste cenário é pouco atrativo… O mais atrativo segue sendo o Tesouro IPCA, as NTN-Bs, seguido dos papéis prefixados. Para quem acredita que a inflação vá ceder e vir para a casa de 5%, o prefixado pode ser uma boa. A NTN-B na minha opinião é uma aposta mais conservadora, pois estamos travando o juro real somente, mas garantindo correção da inflação.

Blog – Compra para segurar até o fim do contrato ou para vender antes?

Pier – Vai depender muito do perfil do investidor. O mais conservador deve dar prioridade a vencimentos que estejam alinhados com os seus objetivos. Já um investidor que quer tentar buscar uma valorização extra pode se posicionar em títulos mais longos como b35, b50 e até mesmo a b55. Como os valores de investimento são baixos, o que trabalhamos muito é em uma diversificação de vencimentos. Uma parte maior do capital pode estar nos vencimentos mais curtos e uma parte menor visando uma eventual valorização futura.

Fonte: Giane Guerra | Acerto de Conta$

Guia Pratico 2.0 Investindo em Tesouro Direto