Inflação é uma expressão utilizada para indicar um aumento sucessivo e constante dos preços de bens e serviços. Existem vários tipos de inflação e cada um deles está relacionado a um movimento distinto na economia.

A alta de inflação significa a desvalorização do dinheiro, pois os produtos e serviços consumidos se tornam mais caros.

Por isso, o investidor precisa conhecer a inflação e os seus impactos nos seus investimentos, já que ela apresenta reflexos tanto na sua vida e rotina — como na desvalorização da moeda e diminuição do poder aquisitivo — quanto nos resultados da sua carteira de investimentos.

Neste post, preparei um apanhado com os principais tipos de inflação, seus conceitos e reflexos no mercado e todas as informações que você precisa saber para investir com segurança e com uma margem reduzida de erros. Saiba mais!

Inflação de demanda

É o primeiro e um dos principais tipos. Como o próprio nome já sugere, ocorre quando as pessoas elevam o consumo das mercadorias. 

Quando ocorre este tipo de situação, os consumidores disputam entre si para adquirir as mercadorias disponíveis para venda, caracterizando um excesso de demanda.

Assim, em geral o empresário opta por vendê-las para aqueles que se dispuserem a pagar mais pelo item que se encontra escasso no mercado — ou seja, a alta demanda vai refletir no aumento dos preços das mercadorias.

Essas situações costumam acontecer quando a economia está próxima do pleno-emprego, o que significa que todos aqueles que procuravam por trabalho já encontraram uma ocupação rapidamente e sem muito esforço.

Para reagir a este tipo de inflação a única medida possível é aumentar a oferta de mercadorias ou reduzir a demanda de compra. Como é pouco comum aumentar a oferta em um prazo de tempo curto, o que costuma acontecer é a redução da demanda de compra.

Inflação de custos

Já a inflação de custos acontece quando a demanda é estável, mas os custos de produção dos produtos/serviços se elevam.

Essa elevação pode estar relacionada, por exemplo, a um aumento no preço dos insumos, nos custos atrelados às fontes de energia ou até mesmo em razão de aumentos de salário.

Qualquer crescimento nos custos significa a redução do incentivo para que as empresas produzam determinada mercadoria — pelo menos nas situações em que o empresário não possa repassar essa elevação integralmente ao consumidor final.

Sendo assim, maiores custos acabam gerando uma redução de oferta de aquisição daquele produto ou serviço. Havendo queda na produção, o item sofre escassez no mercado e chega ao consumidor final a um preço mais alto. 

Combater este tipo de inflação é difícil e entre as ações que costumam ser adotadas estão a redução de margem de lucro das empresas e a busca de insumos que não estão sempre disponíveis.

Ou seja, na inflação de custos a demanda permanece a mesma, mas os custos aumentam, gerando a retração da oferta e provocando o aumento de preços geral no mercado.

Inflação inercial

Esse tipo de inflação constitui uma situação especial, na qual a inflação não é produto nem de uma oferta reduzida, nem de uma demanda elevada.

Ela acontece quando a população passa a acreditar que os preços dos produtos e serviços vão continuar seguindo uma crescente.

Esse fenômeno costuma ocorrer quando a inflação se configura como um problema duradouro no país. Nesse cenário, a inflação passa a ser utilizada como parâmetro na definição de preços, mesmo que as causas que geraram este aumento já tenham se desconfigurado.

Dessa forma, o processo de inflação se autoalimenta por meio das expectativas de comportamento de preços desenvolvidos pelos próprios agentes econômicos que tentam se proteger dos efeitos da inflação crônica.

Se não for controlada, essa situação pode chegar a uma fase de hiperinflação, que é quando o aumento nos preços é tão alto que acaba gerando uma crise econômica no país.

Nesse cenário de inflação inercial e hiperinflação há desvalorização financeira a um ritmo acelerado e a capacidade de compra das pessoas reduz drasticamente.

Em algumas situações, o país que passa por um processo de hiperinflação chega ao ponto de ter que trocar o seu padrão monetário.

Outros tipos de inflação

Além dos tipos acima citados, há outros dois que merecem a atenção dos investidores: a inflação estrutural e a de oferta.

A inflação estrutural está relacionada à incapacidade de fornecimento em uma economia. Ou seja, há uma rigidez na oferta de bens e serviços, especialmente em mercados vinculados à produção de alimentos.

Na prática, a inflação estrutural acontece quando as pessoas ganham o suficiente para consumir, mas não produzem e não disponibilizam produtos para consumo.

Já a inflação de oferta se caracteriza como um processo onde há elevação resistente no nível de preços, provocada principalmente por redução da oferta agregada e reduções ferrenhas da oferta de bens e serviços.

Além disso, a inflação de oferta sempre vem acompanhada de recessão (contração do ciclo econômico e das atividades econômicas gerais) e queda do nível de emprego.

Índices de inflação

Quando se fala em inflação é importante entender o conceito de índices, já que na prática são eles que mostram aos investidores a ocorrência de variações de preços.

Os índices foram criados com o objetivo de medir a inflação no mercado e seu impacto na variação de preços no mercado.

No Brasil, a inflação utiliza como base a cesta básica de alimentos e pode variar de acordo com o índice utilizado. Entre os mais conhecidos estão o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que considera gastos com alimentação, despesas pessoais, saúde e educação, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM), que considera matérias-primas industriais e serviços gerais.

O investidor deve acompanhar as modificações e movimentos que ocorrem no mercado financeiro, estando por dentro dos índices de inflação e dos reflexos causados na economia. 

Conhecendo a inflação e compreendendo o seu papel na economia, fica mais fácil investir com segurança, apostando em estratégicas como a diversificação da carteira — uma excelente forma de driblar possíveis problemas causados pela inflação.

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