Um investimento de alto risco pode ser extremamente assustador se você não possui o perfil adequado. Digo perfil, pois para se aventurar nesse tipo de investimento, é preciso ter algumas qualidades que serão fundamentais para lidar com a imprevisibilidade dessa aplicação.

Esse tipo de pessoa assume os riscos da aplicação sem medo e prioriza a rentabilidade de suas aplicações em longo prazo, ou seja, é um investidor arrojado. Ter essa visão pode parecer assustador, mas é uma boa chance de aumentar o patrimônio.

O que é um investimento de alto risco?

A categoria de aplicações de alto risco são aquelas em que não há certeza de quanto será recebido. A tendência, para esse tipo de investimento, é de ser bastante variável em pouco tempo. Dessa forma, o investidor dificilmente consegue prever quais serão os ganhos ou mesmo se haverá algum.

Nesse contexto, além de entender o que são essas aplicações, também é preciso entender o que é o risco do investimento. O risco está diretamente relacionado ao quanto um imprevisto no mercado pode influenciar o comportamento de uma aplicação.

Assim, ele está ligado à estimativa de retorno da aplicação. Quanto mais variável for o resultado dele, mais arriscado ele é considerado, porém tende a trazer mais rentabilidade.

Quais são as aplicações de alto risco?

Existe uma série de possibilidades de investimentos no mercado. No caso dos de alto risco, é interessante saber que, apesar das circunstâncias, se o investidor não for bem informado, até uma aplicação de renda fixa que tem baixo risco pode ser perigosa.

Então, é importante estar consciente de que o investidor precisa conhecer o mercado para não ter grandes prejuízos. Com isso bem claro, vamos conhecer as opções disponíveis no mercado. Confira!

Bolsa de valores

A bolsa de valores é um ambiente bastante sedutor para muitos investidores. A agitação de transações instantâneas pode ser um bom atrativo se você é um investidor que gosta de movimento.

Especialmente nas operações de Day Trade, na qual se desfruta da instabilidade dos valores das ações ao longo do dia para realizar as transações. Essas transferências são bem rápidas, e, por isso, têm um grande fator de risco.

O que acontece é que o investidor compra uma ação e a vende no mesmo dia, aproveitando o momento de valorização. Para obter melhores resultados e bons lucros, é preciso que o investidor tenha um bom conhecimento de mercado.

Porém, esse não é o único momento em que investir na bolsa pode ser arriscado. Mesmo a aplicação em ações por meio de corretoras também tem seus riscos. Os principais estão vinculados a três pontos: mercado, empresa e corretora.

O primeiro tem a ver com a possibilidade das variações de acontecimentos externos (inflação, taxas de juros, intervenções estatais) influenciarem a valorização das ações. Dessa forma, as ações de determinada empresa acabam perdendo a sua cotação perante o mercado.

O segundo está associado ao desempenho da empresa no mercado. Se o seu balanço mostra prejuízo, é provável que essa companhia seja mal avaliada no mercado financeiro e consequentemente o preço de suas ações é desvalorizado.

E o último tem relação com a performance da corretora, afinal, ela tem um papel fundamental na intermediação entre investidor e empresa nas operações com ações. Entretanto, ela é uma empresa e pode quebrar.

Caso isso ocorra, as ações não sofreriam nada, pois elas estão registradas na Câmara de Ações (antiga CBLC) com o nome do investidor. Contudo, o saldo livre em conta, pode ser apreendido em caso de falência da corretora.

Compra de uma ação individual

Outro tipo de investimento que está atrelado à bolsa é o mercado de ações individuais, que possuem boas oportunidades, até para aqueles que querem segurança. Porém, para os que não têm medo de correr risco, há possibilidade de aplicar em ações de empresas mais novatas e que têm uma oscilação grande no mercado.

O risco desses investimentos é igual a sua possibilidade de rentabilidade. Se a empresa tiver uma valorização repentina, o investidor pode ter um retorno rápido e elevado, mas se não, ele pode perder seu investimento.

Todavia, as ações individuais oferecem para o interessado mais controle e menos taxas.

Títulos públicos atrelados à inflação

Títulos atrelados à inflação são investimentos que usam o Índice de preços no consumidor (IPCA) como parâmetro e são vendidos no Tesouro Direto. Geralmente, no momento da compra desses títulos, uma taxa é estipulada para ser paga ao ano.

Eles são divididos em duas categorias: Tesouro IPCA+ com juros semestrais e Tesouro IPCA+. Antigamente eram conhecidos como NTN-B e NTN-B Principal respectivamente. A maior diferença entre esses dois está na forma como o seu rendimento é recuperado.

O lucro do NTN-B Principal é devolvido com juros + IPCA no momento do vencimento do título, enquanto o NTN-B, o investidor é pago semestralmente com cupons relativos aos juros do momento e então, o resgate principal corrigido pela inflação é pago no vencimento.

Há cobrança de imposto de renda, o que pode ser um problema para a rentabilidade do título, pois a cobrança incide sobre todo o rendimento. Dessa maneira, mesmo que a inflação esteja alta e tenha um retorno favorável, o imposto também terá um aumento correspondente. No final das contas, o investidor recebe menos juros.

Fundos Multimercados

A grande diferença dos fundos de multimercado está em sua composição, ao contrário dos outros fundos, possui diversos ativos que vão desde papéis de renda fixa até ações de empresa, moedas e outros derivados.

Com tantas possibilidades, é possível para o seu administrador definir diferentes estratégias de acordo com as condições do mercado. Essa versatilidade garante a esse tipo de fundo a possibilidade de ser tão conservador quanto os fundos de renda fixa ou ser tão mais arriscado quanto os fundos de ações.

Por serem bastante flexíveis, os fundos multimercados conseguem atravessar períodos de grande variabilidade econômica. O gestor dispõe de um bom retorno, contudo, tem que lidar com algum nível de risco. Em situações nas quais há grandes crises, por exemplo, o investidor tem chances de sofrer grandes prejuízos ao longo prazo.

Além disso, em muitas situações a prática de alavancagem dispõem de um valor maior do que há no patrimônio do fundo, assim potencializa os ganhos, mas aumenta a possibilidade de perdas.

Os fundos de multimercado podem variar sua margem entre 5% a 15% ao ano, além disso, a sua liquidez é em longo prazo e dependem do tipo de fundo, pois estão sujeitas a estratégia do gestor. Assim como qualquer fundo, eles possuem uma taxa de administração.

Esperamos que esse texto tenha esclarecido sobre essa categoria de aplicações. Gostou de entender um pouco mais sobre investimento de alto risco? Quer continuar recebendo conteúdos como este? Então assine a nossa newsletter!

Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários