É muito importante que você como investidor saiba a diferença entre renda fixa e renda variável para que, no momento de escolher uma aplicação, você opte por aquele que mais cumpra com suas expectativas e necessidades.

Sendo assim, a renda fixa e variável apresentam formas diferentes de remuneração, risco, rentabilidade e liquidez. Como uma das dicas para ser um bom investidor é a diversificação, é muito importante que você saiba diferenciar essas duas modalidades.

Para isso, explicaremos, neste post, a diferença entre renda fixa e renda variável e os principais tipos de aplicações de cada uma. Confia:

Renda fixa

Nas aplicações em investimentos de renda fixa, você terá conhecimento da remuneração e formas de cálculo no momento em que fizer a operação de investimento. Dessa forma, são modalidades mais seguras, ou seja, de baixo risco e muito escolhida por investidores mais conservadores ou iniciantes. Com isso, a remuneração pode ser feita de duas maneiras:

  • pós-fixada: o pagamento varia de acordo com algum tipo de índice. No momento da compra do título, você saberá qual o cálculo utilizado, mas só tomará conhecimento do valor recebido após a data de vencimento;
  • pré-fixado: a rentabilidade será estabelecida no momento em que fizer a aplicação. Pode ser em retorno pelo valor do capital ou taxa de retorno anual.

Normalmente os títulos de investimentos de renda fixa são ativos de dívidas em que você fará um empréstimo para alguma empresa, lucrando com os juros somado ao valor que aplicou em uma determinada data. Como o cálculo e rentabilidade já são pré definidos, a sua remuneração não será melhor nem pior em casos de prejuízos e nem se a empresa ultrapassar as expectativas. Agora confira quatro exemplos de investimentos de renda fixa:

Certificados de Depósito Bancário (CDB)

São empréstimos que você pede a um banco ou corretora para que seja possível disponibilizar créditos aos seus clientes e realizar diversos tipos de transações financeiras. Além de ser um investimento de renda fixa, você está amparado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em aplicações que não excedam o valor de R$ 25 mil e apresenta liquidez diária.

Debêntures

Nada mais é do que a compra de dívidas de uma empresa privada em que você também receberá lucros em cima do valor aplicado. Mas é preciso saber diferenciar, pois você se tornará credor e não sócio da empresa. Apesar de não ser um investimento de curto prazo, há a isenção da declaração do Imposto de Renda.

Títulos Públicos

Também é um empréstimo, mas nesse caso será feito para o governo, e não empresas privadas. É realizado por meio de papéis que serão disponibilizados pelo Tesouro Nacional e, com isso, você receberá a sua rentabilidade. São ativos com baixo risco financeiro e têm a garantia oferecida pelo Governo Federal de que os títulos serão comprados pelo valor do Tesouro Direto e também poderá apresentar liquidez diária.

Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)

São ativos emitidos por bancos para que sejam feitos empréstimos que serão usados como recurso do setor de agronegócio. É um título disponibilizado pelo governo para apostar em melhorias nesse setor e, sendo assim, recebe o incentivo da isenção do Imposto de Renda e o amparado do FGC, entretanto, geralmente, apresentam liquidez somente na data de vencimento.

Renda variável

As aplicações de renda variável não disponibilizam antecipadamente o conhecimento sobre o valor da remuneração e nem do cálculo que será utilizado. Com isso, tornam-se aplicações de maior risco.

Apesar de não ter conhecimento sobre os valores, a sua rentabilidade poderá ser maior que em investimentos de renda fixa, pois, também vão de acordo com os ganhos e resultados da empresa em que fez o investimento.

Para entender melhor a diferença entre renda fixa e renda variável vamos a quatro exemplos de investimentos de renda variável. Acompanhe:

Ações

É um investimento de alto risco que apresenta oscilações em questão de horas. Funciona na compra de ações de uma empresa em que você se tornará um dos donos. Com essa compra será possível que o empreendimento custeie as atividades e melhorias. Para isso, existem duas modalidades:

  • Ordinárias (ON): você poderá participar e deliberar sobre as questões corporativas;
  • Preferenciais (PN): você não poderá opinar, mas terá prioridade no faturamento.

Inquestionavelmente a principal vantagem das ações são as possibilidades de altos ganhos, além da segurança na aplicação que só podem ser concedidas por meio de uma corretora de valores.

Câmbio

É a compra de moeda estrangeira utilizando a moeda do seu país, ou seja, o real. Funciona pela lei da oferta e procura. As formas mais utilizadas de aplicação são por meio de fundos cambiais em que a sua rentabilidade varia de acordo com as oscilações do dólar. Outra modalidade é por meio de minicontratos de mercado. É vantajoso por ser um investimento de curto prazo e apresentar possibilidades de ganhos elevados. Contudo, é um investimento de alto risco.

Fundos de ações

São fundos de aplicações que seu risco está diretamente atrelado à variação de preço das ações. Diversas pessoas podem fazer parte da mesma aplicação investindo um determinado valor em que seu lucro estará relacionado a fração de coleções do fundo.

Sendo assim, não requer muitos recursos e é um investimento de médio risco e apresenta boa liquidez.

Derivativos

São contratos que derivam do valor de um ativo, índice ou taxa. São negociados por meio de contratos padronizados em mercados de grande organização. Quando usado adequadamente e no momento certo, pode ser até mesmo um investimento de baixo risco e baixa liquidez.

Para isso, existem três formas mais usadas e simplificadas:

Mercado futuro: você poderá comprar um contrato a determinado preço e revendê-lo antes do prazo de vencimento.

  • Mercado de opções: você compra o direito de adquirir ou vender dólar por um preço e data pré-determinado, mas não é obrigado a exercer;
  • Mercado a termo: dois investidores assumem a compra ou venda de um dólar em que o compromisso deverá ser cumprido em base da data e valor estabelecido.

Viu como foi mais fácil do que parece entender a diferença entre renda fixa e renda variável? A partir disso, você deverá ter em mente as suas condições, necessidades e o seu perfil como investidor para que escolha o tipo de investimento que encaixe nas suas expectativas.

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Guia Pratico 2.0 Investindo em Fundos Imobiliários